Pesquisadores encontram “fonte da juventude”

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As células-tronco cardíacas retiradas de corações jovens ajudaram a reverter os sinais de envelhecimento quando injetados diretamente nos corações de ratos idosos, revelou um estudo publicado nesta segunda-feira (14) no "European Heart Journal".

Os ratos idosos apareceram revigorados depois de receberem algumas injeções. Como esperado, as células-tronco cardíacas melhoraram a função cardíaca, mas ainda ofereceram benefícios adicionais: o pêlo dos ratos, raspado para a cirurgia, cresceu mais rapidamente que o esperado e seus telômeros cromossômicos, que geralmente encolhem com a idade, se alongaram.

Os ratos que receberam as células-tronco também apresentaram aumento de resistência. "É extremamente emocionante", afirma Eduardo Marbán, principal pesquisador do estudo e diretor do Instituto do Coração Cedars-Sinai. "Os efeitos rejuvenescedores sistêmicos", disse ele, "é como uma fonte inesperada de juventude".

"Estamos estudando novas formas de terapia celular para o coração há cerca de 12 anos", conta Marbán. De sua pesquisa anterior, ele descobriu que as células derivadas da região cardíaca "promovem a cura" do coração após uma condição conhecida como "insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada", que afeta mais de 50% de todos os pacientes com insuficiência cardíaca.

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Como essa doença específica é semelhante ao envelhecimento, Marbán decidiu experimentar em ratos idosos que sofriam do coração. "Isso é muito parecido com o que encontramos em seres humanos mais velhos." Ele e sua equipe injetaram células derivadas do coração de ratos recém nascidos nos corações de ratos de 22 meses de idade – considerados idosos.

Outros ratos nesta faixa-etária receberam uma injeção placebo de solução salina. Então, Marbán e sua equipe compararam os dois grupos com ratos jovens, de 4 meses de idade. Depois de um mês, eles compararam novamente.

A melhor notícia é que, embora as células tenham sido injetadas no coração, seus efeitos foram notáveis em todo o corpo. "Os animais poderiam se exercitar 20% mais do que antes, e uma das coisas mais impressionantes, especialmente para mim que perdi meu cabelo, é que os animais aumentaram muito a quantidade de pêlos em comparação com os ratos que receberam placebo", diz o doutor.