Oeste de MT conhece missão da Aprosoja em Dia de Campo

A trajetória de dez anos da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), sua missão, representatividade e as atividades desempenhadas pela entidade serão apresentadas pelo presidente Ricardo Tomczyk ao público de mais de 400 pessoas que participa do Dia de Campo em Mirassol D’Oeste, na manhã desta sexta-feira (20). O evento foi pensado com o propósito de debater a integração da pecuária, principal atividade econômica da região, com a agricultura, que começa a ganhar contornos por lá.

Na sede da Fazenda Urutau, localizada na MT-175, onde o plantio de variedades de soja já foi testado pela Fundação Mato Grosso, produtores rurais da região oeste, bem como profissionais e empresas do setor agrícola, instituições de ensino e pesquisa e autoridades vão conhecer os resultados da lavoura do grão. A programação incluiu a visitação aos experimentos de plantio de soja e ao confinamento de gado, com a presença do vice-governador de Mato Grosso, Carlos Fávaro.

O mapa de aptidão agrícola da região, que engloba 15 municípios no chamado Vale do Jauru, será apresentado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), antecedendo à fala do presidente da Aprosoja. A região já produz 32 mil toneladas de soja e outras 14 mil toneladas de milho, conforme dados da safra 13/14, numa extensão territorial de aproximadamente 14 mil hectares. A cana-de-açúcar ainda é a principal lavoura do Vale do Jauru, com a produção de 1,8 milhão de toneladas. Quanto à pecuária, mais de 10% do rebanho de Mato Grosso está na região, o equivalente a 3,1 milhões de cabeças de gado.

A porção nordeste do município de Cáceres, o maior em extensão, e boa parte dos municípios ao norte no Vale têm aptidão para agricultura, conforme apontam os gráficos do Imea. Sendo assim, mais de 1,4 milhão de hectares ainda podem ser convertidos para a atividade, sendo 308 mil ha com potencial para duas safras. Esse total representaria uma produção de mais de 4 milhões de toneladas de soja.

A expectativa do crescimento da produção agrícola no Vale do Jauru também se apoia no fator logístico, tendo em vista que barcaças graneleiras já navegam pelo rio Paraguai, a partir de Corumbá (MS), e a expansão da navegação desde Cáceres – no porto de Santo Antônio das Lendas – está sendo viabilizada pelo governo federal. Sendo assim, a hidrovia Paraguai-Paraná também passará a escoar parcela significativa da produção agropecuária de Mato Grosso.

O evento acontece durante toda manhã.