Obras do VLT podem ser retomadas neste mês

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As obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande, região metropolitana da capital, que estão paradas desde o ano passado, podem ser retomadas até o final deste mês, segundo o secretário de Projetos Estratégicos de Mato Grosso, Gustavo Oliveira. Ele informou nesta terça-feira (3) que o governo do estado ainda não conhece os detalhes das obras, que tiveram início em 2012, na gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

"Ainda não recebemos o cronograma e o projeto completo executivo da obra. Hoje, o estado não sabe qual é o tempo de conclusão e nem por onde precisamente esse VLT irá passar”, afirmou o secretário. A Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa) terminou no dia 31 de dezembro do ano passado, mas os projetos de responsabilidade dela não foram todos executados. A maioria das obras foram repassadas para a Secretaria de Cidades do Estado.

Ainda segundo ele, o governo não vai recomeçar as obras sem saber claramente sobre o término, ou seja, não serão reiniciadas enquanto não receberem o conograma, mas a previsão é que as obras sejam concluídas entre dois e três anos.

O secretário disse que as obras do VLT foram paralisadas no final da gestão passada por falta de pagamento às construtoras. Três parcelas não teriam sido pagas. Com isso, o consórcio tem o direito de pedir a suspensão de contrato. “O governo atual está fazendo auditoria neste contrato. Primeiro, para determinar se esses valores são devidos e, se são devidos, precisamos saber qual é o conograma de término da obra, porque não é possível continuar uma obra sem prazo para finalização”, afirmou. O estado já pediu ao Consórcio VLT esses documentos e está no aguardo do recebimento.

As obras do VLT que já gastaram mais de R$ 1 bilhão precisa ainda de mais R$ 800 milhões, mas o governo alega não ter essa quantia em caixa. O valor da tarifa ainda não foi definido. "Se o empreendedor privado assumisse as obras para terminá-las e fosse reaver os custos operacionais e o dinheiro que ainda falta ser investido na obra, a tarifa deve ficar superior a R$ 10”, disse. A tarifa seria exclusiva do VLT, cujas obras estão atrasadas, e não integraria com os ônibus.

A possibilidade de o VLT ser repassado para concessão privada já está sendo estudada. "Estudamos a possibilidade de o estado operar, de ser concedido o serviço a uma empresa ou de fazer uma Parceria Público Privada", afirmou. Conforme o secretário, esse trabalho de estudar o valor da tarifa e o que será feito com o VLT está sendo feito pela secretaria em que ele é responsável.