O que se sabe sobre os objetos voadores derrubados nos EUA e no Canadá

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O que se sabe sobre os objetos voadores derrubados nos EUA e no Canadá

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Uma série de objetos voadores foi vista e, uma parte deles foi derrubada nos últimos dias na América do Norte. Quatro desses objetos voadores incomuns foram avistados e derrubados por caças dos Estados Unidos. Nos quatro casos, houve violação de espaço aéreo dos EUA e do Canadá.

Os seguintes objetos voadores foram abatidos:

  • Balão chinês supostamente usado para espionagem;
  • O objeto do tamanho de um carro enquanto voava sobre o Alasca;
  • Objeto cilíndrico no Canadá;
  • Objeto em forma octagonal em um lago na fronteira entre EUA e Canadá.

Há a suspeita de que outros objetos voadores estejam circulando pelo continente. Segundo o “Washington Post”, dirigentes do governo dos EUA afirmaram que há indícios de que um balão espião chinês teria sido avistado na América Latina e que, provavelmente, um terceiro estivesse operando em algum outro lugar.

Além disso, no domingo (12), autoridades da província de Shandong, no leste da China, anunciaram que avistaram um objeto não identificado sobrevoando o mar perto da cidade costeira de Rizhao. Nesta segunda, Pequim informou que também foi espionada por ao menos dez balões norte-americanos ao longo de 2022.

Veja, abaixo, o que se sabe sobre os seguintes objetos voadores:

O balão espião da China

No fim de janeiro, um balão entrou no espaço aéreo dos EUA. O artefato chegou a flutuar de volta para o Canadá e, então, retornou aos EUA. As autoridades reconheceram que havia um objeto voando na região no dia 2 de fevereiro.

O presidente Joe Biden deu autorização para derrubar o balão, mas como o objeto estava voando sobre um território com população, os militares optaram por esperar o balão chegar até uma área de costa.

Em 4 de fevereiro, com um único míssil, um caça derrubou o balão na costa do estado da Carolina do Sul.

O governo americano enfatizou que o balão era chinês e usado para espionagem. A China tem um programa de vigilância do Exército Popular de Libertação que usa esses balões.

As Forças Armadas dos EUA disseram que o objeto estava sendo usado para obter informações sobre instalações militares do país. Por outro lado, a China insistiu que o balão estava realizando pesquisas meteorológicas.

O Ministério das Relações Exteriores da China disse que o balão só captura informações sobre o clima e que a queda foi “uma clara reação exagerada” e “uma grave violação da prática internacional”.

O FBI assumiu a custódia dos restos do balão para análise.

Objeto no Alasca

Em 10 de fevereiro, dois caças derrubaram um objeto do tamanho de um carro pequeno no Alasca. O presidente Joe Biden foi notificado sobre a existência desse objeto no dia anterior e ordenou o ataque.

Antes da derrubada, aviões foram enviados para observar o objeto mais de perto. Notou-se que não havia piloto a bordo.

As Forças Armadas dos EUA disseram que o objeto podia ser uma ameaça ao tráfego aéreo civil porque voava a uma altitude de 40.000 pés. O objeto caiu em águas geladas.

John Kirby, conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, disse que as autoridades não sabem de onde veio o objeto e por que ele estava flutuando no espaço aéreo norte-americano.

“Não sabemos a que entidade pertence este objeto, não há indicação de que seja de uma nação, de uma instituição ou de um indivíduo”, afirmou ele.

É inverno no hemisfério norte, a região é muito fria e, por isso, a operação para recuperar o objeto ainda está em andamento.

Objeto cilíndrico derrubado sobre o Canadá

No sábado (11), um caça derrubou um objeto que voava em alta altitude sobre o território canadense de Yukon.

Os EUA e o Canadá integram um comando único para proteger os céus da América do Norte. Essa entidade é conhecida pela sigla Norad (Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte). Foi o Norad que detectou esse objeto, na noite de sexta-feira (10).

A ministra da Defesa canadense, Anita Anand, disse que o objeto misterioso era “de natureza cilíndrica”.

Anand e o secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, conversaram e decidiram usar um míssil para derrubar o objeto.

O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, disse no sábado no Twitter que havia falado com Biden e ordenado a retirada do objeto, que “violou o espaço aéreo canadense”. Os voos foram temporariamente restritos no norte de Montana na noite de sábado.

Biden foi “informado por sua equipe de segurança nacional”, disse um comunicado da Casa Branca, no sábado, em meio a notícias do terceiro objeto misterioso.

Objeto em forma octogonal derrubado em um lago

Os militares dos EUA derrubaram um quarto objeto voador no domingo (12), na região do Lago Huron, perto da fronteira entre EUA e o Canadá.

Os oficiais das Forças Armadas falaram sob condição de anonimato e não deram detalhes sobre a última aparição do objeto. Eles também não disseram se era manobrável ou se estava simplesmente flutuando com as correntes de ar.

Um oficial das Forças Armadas disse também que o objeto tinha uma estrutura octogonal e que aparentemente não carregava nenhuma carga. Em comunicado, o Pentágono afirmou que embora não representasse uma ameaça militar, o objeto poderia ter atividades de vigilância.

O objeto havia sido detectado recentemente sobre o estado de Montana, perto de áreas militares, o que levou ao fechamento momentâneo do espaço aéreo dos EUA, disse a autoridade.

Esse objeto foi abatido por um míssil Sidewinder, no espaço aéreo dos EUA, a uma altitude de 6.100 metros (a essa altura, o objeto poderia interferir no tráfego aéreo do país).

No domingo (12), funcionários do Pentágono disseram que têm examinado o radar mais atentamente nos últimos dias e afirmaram que ainda não foram capazes de identificar quais são os objetos recentemente encontrados ou por quanto tempo permanecem no ar.

“Estamos chamando-os de objetos, não de balões, por uma razão”, disse o general da Força Aérea Glen VanHerck.

De acordo com as autoridades norte-americanas, os episódios sobre os objetos voadores serão incluídos em um relatório de inteligência que será enviado ao Congresso Nacional dos EUA nesta segunda-feira (13).

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