O arrocho fiscal da Dilma contra os brasileiros

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As mentiras contadas pela presidente Dilma Rousseff sobre o tal ajuste fiscal são tão escandalosas que a Justiça mandou tirar do ar, a pedido do PSDB, as propagandas que foram feitas em rádios, televisão, jornais e internet. Nos comerciais, com produção e veiculação bancadas com o dinheiro arrancado dos brasileiros por meio de impostos, o governo martelava que os direitos trabalhistas estavam garantidos e que o aumento nas contas de luz era culpa da seca. Tudo mentira.

O ajuste fiscal da Dilma é, na verdade, um arrocho contra os trabalhadores. São eles que arcarão com os prejuízos provocados pela incompetência da presidente em governar o país, controlar as contas públicas, fazer a economia crescer, gerar postos de trabalho. É uma conta absurdamente alta, que traz embutida a perda de empregos, de renda e de esperança. O arrocho é para resolver um problema da Dilma e não a do país. O problema do país é a própria presidente Dilma.

A verdade é que, nas últimas semanas, a mando dela, a base governista tem aplicado sucessivos golpes contra os trabalhadores. Primeiro, com a MP (Medida Provisória) 665 tornou-se mais difícil o acesso ao seguro-desemprego, ao abono salarial e ao seguro-defeso. Depois, com a MP 664, mudaram as regras para o direito à pensão por morte, limitando o recebimento pelo cônjuge ou companheiro.

No despacho do juiz, que tirou os comerciais do ar, a propaganda do governo “não condiz com a redução dos benefícios laborais, nem com a instituição de maior rigor na concessão dos direitos trabalhistas e previdenciários, conforme ação governamental promovida pelas MPs”. Ou seja, o governo mente também na propaganda oficial.

No caso das contas de luz, outra mentira, além daquela contada pela presidente de que os preços cairiam: o aumento ocorreu não por causa da seca, mas pelas barbeiragens dela na gestão do setor – ela atropelou as empresas, forçando-as a reduzir as contas para que a presidente faturasse com a notícia da redução nas eleições. A presidente se reelegeu e pimba: as contas de luz subiram 60% em um ano.

Na semana passada, como parte do arrocho mais uma medida foi aprovado na Câmara e seguiu para o Senado: projeto 856/2015, que nada mais é do que uma ‘reoneração’, já que, além de anular a desoneração que foi concedida pelo mesmo governo tempos atrás, dobrou a tributação de dezenas de setores da economia. Muitos deles já avisaram que terão de demitir, inflando as estatísticas de desemprego – de janeiro a maio, 250 mil trabalhadores perderam seus postos, o pior resultado em 13 anos.

E as punhaladas contra os trabalhadores foram desferidas pela presidente Dilma com requinte de crueldade. O corte nos benefícios e o aumento na tributação das empresas e, consequente redução nas vagas de trabalho, ocorre em meio à crise, caracterizada pela estaginflação – inflação alta e crescimento negativo da economia. E o pior – segundo o economista Armínio Fraga, ainda não chegamos ao fundo do poço.

O PSDB votou contra o arrocho travestido de ajuste e tem se empenhado em aprovar medidas que reduzam o impacto dos preços sobre o orçamento das famílias. Na semana passada, por exemplo, conseguimos aprovar emenda que isenta o óleo diesel de PIS/Cofins e representa uma economia de R$ 0,20 por litro do combustível. A medida irá baratear o frete e, consequentemente, o preço final de uma série de produtos, como alimentos, que sobem mais do que a inflação, além do transporte público, cujo aumento foi o estopim das manifestações de junho de 2013.

Tentamos, na discussão do projeto da “reoneração”, preservar do aumento de impostos os produtos da cesta básica, além do setor de transportes de passageiros e cargas, itens que estão pressionando a inflação. No entanto, a base do governo sepultou nossa tentativa. Ou seja, mais custos para os brasileiros.

E a estaginflação não é o único problema do país. Há também uma crise moral gerada por um governo condescendente com a corrupção: primeiro foi o Mensalão, agora o Petrolão. O fato é que, de mentira em mentira e de assalto a assalto aos cofres públicos, Dilma está levando o país para o buraco.