Ministro da Justiça acompanha implementação do “Em Frente Brasil” em Goiânia

Foto: Governo de Goiás

Ministro da Justiça acompanha implementação do “Em Frente Brasil” em Goiânia

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, esteve, nesta segunda-feira (23), em Goiânia (GO) para acompanhar a implementação do projeto-piloto “Em Frente Brasil”. A capital de Goiás foi uma das cinco cidades selecionadas para dar início às ações e já recebeu reforço da Força Nacional de Segurança.

O programa foi lançado em agosto pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública com ações de enfrentamento à criminalidade violenta. O trabalho é feito em conjunto entre União, estados e municípios.

A fase inicial do projeto prevê o fortalecimento do aparato de segurança e a atuação integrada com objetivo de reduzir os indicadores de crimes como homicídios, feminicídios e roubos.

O ministro Sérgio Moro destacou que a integração e a cooperação entre os entes federativos e as diversas forças policiais são fundamentos do programa, que terá no Governo Federal o papel central de articulação. “Essa é a ideia principal, uma verdadeira aliança entre os governos. O planejamento com intensificação, com saturação da polícia não só ostensiva, mas também da polícia judiciária. Criminoso fora das ruas significa população mais protegida.”

Para o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, o “Em Frente Brasil” atende um anseio da população. “Desde que iniciei a campanha para chegar ao governo do estado, dois pontos sempre foram os que tinham maior demanda em todas as pesquisas realizadas em Goiás: saúde e segurança pública. Esses dois pontos convergiam para quase 70% da angústia e da ansiedade da população.”

Em Goiânia, o ministro Sérgio Moro se reuniu com o governador Ronaldo Caiado, com o prefeito da cidade, Iris Rezende, e fez visita técnica à Base da Força Nacional e à Escola Municipal Joaquim Câmara Filho.

 Em Frente Brasil

O foco do projeto está no combate a crimes violentos, como homicídios, feminicídios, estupros, latrocínios (roubo seguido de morte) e roubos. Com o avanço do combate aos crimes, serão desenvolvidas ações sociais nas áreas de educação, saúde, habitação e emprego.

O ministro Sérgio Moro explicou que as políticas sociais virão numa fase posterior, que está em elaboração. A ideia é identificar dentro de cada ministério as políticas públicas que se encaixam dentro do perfil das cidades inseridas no “Em Frente Brasil”. “Tudo com o objetivo de reduzir significativamente os índices de crimes e, em seguida virmos com políticas de outra natureza, políticas urbanísticas, sociais, para tentar igualmente combater causas que eventualmente podem ser o motivador da prática de crimes. Uma restauração de uma área urbana degradada faz muita diferença em termos de segurança pública. Esse é o trabalho que queremos fazer.”

Projeto-piloto em cinco cidades

O projeto-piloto tem sido implementado em cinco cidades, uma em cada região do país. Além de Goiânia, no Centro-Oeste, foram selecionadas, no Norte, Ananindeua (PA); no Nordeste, Paulista (PE); no Sudeste, Cariacica (ES); e, no Sul, São José dos Pinhais (PR).

As forças-tarefas nos cinco municípios são integradas pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria Nacional de Segurança Pública, Secretaria de Operações Integradas, polícias civis e militares dos estados, corpos de bombeiros militares, sistema penitenciário e guardas municipais. O Departamento Penitenciário Nacional também participa do projeto-piloto.

O critério de seleção foi a média de homicídios dolosos, situação fiscal do estado e o comprometimento dos governos locais para a adesão ao projeto. Futuramente, outros municípios serão inseridos, o que deve ocorrer a partir de fevereiro, quando o “Em Frente Brasil” completa seis meses.

Redução da criminalidade

Sérgio Moro destacou que, desde o início deste ano, houve redução significativa nos principais indicadores criminais no país. Segundo ele, o mérito deve ser repartido entre as autoridades dos estados, municípios e do Governo Gederal.

“É uma queda verificada praticamente em todo o país e, em parte, isso decorre de uma mudança de discurso, reconhecimento da necessidade de enfrentar com políticas públicas consistentes a criminalidade, seja a corrupção, seja a criminalidade violenta, seja o crime organizado.”

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