Ministério debate princípio da inovação e desafios para ampliar uso de novas tecnologias na agropecuária

Diálogo contou com a participação de especialista da European Risk Forum

Paul Leonard, diretor e especialista da European Risk Forum Antonio Araujo/Mapa

Como incentivar a agricultura de precisão e aliar a adoção de novas tecnologias com a formulação de políticas públicas e legislação para o setor de inovação foi um dos temas destacados do Diálogo sobre o Princípio da Inovação, realizado nesta quinta-feira (7), no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O debate foi coordenado pela Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação com o objetivo de tornar o princípio de inovação uma referência na formulação de políticas públicas e colocar o agro brasileiro nos principais ecossistemas inovadores do país.

Um dos destaques da programação foi a palestra proferida por Paul Leonard, diretor e especialista da European Risk Forum, instituição pioneira no mundo no debate sobre o conceito do princípio da inovação. Ele ressaltou as oportunidades relacionadas à inovação disruptiva, que cria novos mercados, agrega valor e muda significativamente a forma como diferentes setores estão estabelecidos, entre eles a agropecuária.

O especialista destacou ainda que para avançar em inovação é preciso arriscar e admitir certo grau de incerteza. “Não podemos erradicar os riscos se quisermos progredir”, disse. Para Leonard, questões como inovação, precaução, sustentabilidade e mudanças climáticas não se opõem. “Mas temos que desenvolver a habilidade de inovar e adotar o princípio da precaução de forma sábia e inteligente”, afirmou.

A programação do Diálogo contou ainda com a realização de um painel com diretores da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Mapa, que destacaram as novas oportunidades de negócios e as tendências de inovação na agropecuária brasileira com a introdução de tecnologias digitais.

Com mediação do secretário de Inovação, Fernando Camargo, o painel também tratou dos benefícios das tecnologias de baixo carbono, a contribuição da atividade agropecuária para produção de água e os resultados da produção integrada, com boas práticas agrícolas, monitoramento e rastreabilidade, entre outros pontos, como edição genômica.

Já o segundo painel destacou os desafios de comunicar inovação com a participação de representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da Secretaria de Inovações e Negócios da Embrapa, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e da recém-criada Crop Life Brasil.