Ministério da Infraestrutura fez 39 entregas nos seis primeiros meses do ano

Até o final do ano devem ser inauguradas mais de 30 obras e promover 14 leilões

Ministério entregou 59 quilômetros de pista recuperada na BR-135, no estado da Bahia. - Foto: DNIT

A pandemia do novo coronavírus não paralisou as obras de infraestrutura e as concessões no país. Nos seis primeiros meses deste ano, foram feitas 39 entregas, sendo 36 obras além de 2 leilões de concessão, e a renovação antecipada do contrato de concessão da Malha Paulista.

Entre março junho, período mais afetado pela Covid-19, foram inauguradas 23 pelo Ministério da Infraestrutura. A expectativa é entregar mais de 33 obras e fazer mais 14 leilões até o final de 2020. O balanço foi divulgado nesta quinta-feira (2).

“Mesmo com a pandemia, o planejamento estabelecido pelo Ministério da Infraestrutura seguiu firme. Conseguimos concluir obras, realizar entregas parciais, estruturar projetos”, afirmou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas,

Segundo o ministro, foram executados mais de R$ 3,5 bilhões em obras e os investimentos na área serão fundamentais na retomada da economia do país após a pandemia. “Tem obra que estamos trabalhando em três turnos. É nossa colaboração para a preservação do emprego, a garantia da renda”, disse.

O ministro destacou que as concessões também não pararam e vão atrair investimentos para o país. Segundo ele, além de ter opções de ativos rentáveis, o Brasil tem uma cultura de respeito aos contratos que dá segurança a quem busca negócios no país.

“Estamos conversando com investidores, a liquidez não foi embora, o dinheiro existe, está lá. Os investidores estão com cautela esperando as melhores oportunidades”, afirmou. “O fato de seguir em frente com a concessões está calçado na nossa percepção de mercado”, completou.

Rodovias – Em 2020, foi concluída a duplicação de 126,9 quilômetros de rodovias, a pavimentação de 88,5 quilômetros e feitas novas restaurações em 110,6 quilômetros.

Até o fim do ano estão previstas mais 19 obras de pavimentação, revitalização, duplicação e construção de pontes em rodovias importantes do país. Entre elas, será concluída mais uma etapa de pavimentação da BR-230, conhecida como Transamazônica e trecho da BR-163, um dos principais corredores de escoamento de grãos.

Aeroportos – Foram sete ações de reformas e ampliações concluídas em aeroportos no primeiro semestre. Entre elas a ampliação do Aeroporto de Fortaleza (CE) e a reforma e ampliação do terminal de passageiros do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu-Cataratas (PR).

Até o fim do ano há mais oito obras previstas em aeroportos como reforma de pistas e pouco e decolagem, pátio de aeronaves e construção de novo terminal de passageiros.

Portos – Foi inaugurada a estrutura portuária de pequeno porte em Parintins. Até o fim do ano estão previstas a construção de Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte em Cametá (PA), Abaetetuba (PA), Viseu (PA), Augusto Corrêa (PA) e Mosqueiro (PA).

Ferrovias – Para esse ano está prevista a transposição da linha férrea de Rolândia (PR). As obras da Ferrovia de Integração Oeste Leste (FIOL), entre Bom Jesus da Lapa e São Desidério, na Bahia, serão executadas pelo 4º Batalhão de Engenharia de Construção (4º BEC), de Barreiras, e o 2º Batalhão Ferroviário, de Araguari.

Concessões – Este ano foram feitas a concessão de 220 quilômetros da BR-101/SC, o arrendamento do Cais Pesqueiro no Porto de Fortaleza (CE) e a renovação do contrato de concessão da Ferrovia Malha Paulista

No caso da concessão da BR-101/SC, o resultado garantiu um deságio de 62% na tarifa de pedágio e um investimento previsto de R$ 7,4 bilhões na rodovia.

Considerado um marco para o ministério, foi assinado o contrato da Ferrovia Malha Paulista após quatro anos de tratativas e a previsão é que sejam injetados R$ 6 bilhões em recursos privados na ampliação da capacidade de transporte e em melhorias urbanas, além de gerar cerca de 10 mil empregos e aumento de arrecadação.