Maggi pede à Dilma que mantenha isenção do Pis/Cofins sobre o óleo diesel

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Ao comentar nesta quarta-feira (01.07) sobre a Medida Provisória 670,? que determina as novas alíquotas do Imposto de Renda, o senador Blairo Maggi defendeu a manutenção da emenda que prevê isenção do imposto PIS/Confins sobre o óleo diesel.

“Penso que em comemoração ao dia nacional do motorista, podíamos presenteá-los com a aprovação dessa medida, já que 0,20 centavos a menos do litro do diesel, impactará de 2 a 3 mil reais no seu salário. Devemos reconhecer que se o Governo vai mal, obrigatoriamente é porque a economia vai mal. Não somos produtores, nós (Governo, Estado) só arrecadamos sobre o que é produzido, então, precisamos sim dar incentivos aos setores da economia para que não cheguemos ao final do ano com uma redução de 2% do PIB”, disse Blairo.

Os impostos PIS (Programas de Integração Social) e Cofins – Contribuição para Financiamento da Seguridade Social, segundo Blairo Maggi, são extremante onerosos aos setores que movimentam a economia nacional.

“Nesse momento em que a economia no Brasil não está só parada, ela está de marcha ré e não vejo no horizonte próximo nenhuma possibilidade de chegarmos ao final do ano, ou no primeiro semestre do ano que vem, com mudanças positivas no quadro econômico do País”, lamentou.

A defesa de Maggi refere-se a uma emenda apresentada pelos deputados Valdir Colatto, Alceu Moreira e Osmar Terra e que foi destacada, na votação na Câmara, pelo Deputado Nilson Leitão, do PSDB, de Mato Grosso.

“O que esses parlamentares, o que a Câmara aprovou e mandou para o Senado nós também já aprovamos. Portanto, agora depende do veto ou da sanção da presidente Dilma”, disse.

PELOS CAMINHONEIROS

Maggi destacou ainda que defende os motoristas porque o segmento não tem mais ‘para onde correr’ devido à crise.

O parlamentar lembrou que nem mesmo um acordo entre a categoria e o Governo Federal?, ? desenhado pela Medida Provisória 661/2014 – conhecida como a MP dos Caminhoneiros – para a renegociação das dívidas dos caminhoneiros?, ?foi completamente cumprido.

“Daqui a pouco irão abandonar seus caminhões na beira das rodovias. O Ministério da Fazenda tem que dar o seu aporte para o acordo funcionar, o que não impacta nas contas públicas brasileiras, já que é um financiamento em nível de mercado, com preços de mercado. Portanto, o Governo, infelizmente, não está olhando – como dizia sempre no Estado do Mato Grosso – a floresta com um todo, mas sim, duas ou três árvores”, ressaltou.