Luizão ressalta a importância do comércio retomar as atividades e da população seguir os protocolos de prevenção contra o novo coronavírus

O comerciante lembra os profissionais da área da saúde, do transporte de cargas e alimentos, dos supermercados, pessoas que estão na linha de frente




Nesta quinta-feira (26), o comerciante Luiz Fernando Homem de Carvalho, o Luizão, destacou a importância do comércio em Rondonópolis, bem como, no estado retomar as atividades econômicas. De acordo com o empresário, algumas medidas “drásticas” tomadas por alguns gestores para conter a pandemia Coronavírus, podem levar ao caos econômico. Luizão, ainda ressaltou, que a questão colocada no decreto emitido pelo Governo do Estado na semana passada, deixa claro a necessidade do isolamento social, porém, não determina a paralisação do comércio e da indústria.

“Estamos vivenciando um momento muito delicado em nossa história, mas precisamos ter cautela em algumas medidas. O decreto do Governo do Estado é claro com relação ao isolamento social, com medidas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde e Ministério da Saúde, Mato Grosso tomou medidas importantes para ajudar a conter a contaminação, o que a população tem que entender é que os protocolos de segurança devem ser seguidos, bem como, no comércio e na indústria que têm condições de manter as atividades seguindo os critérios determinados”, explicou Luizão.

“Quando pedimos para as pessoas que “fiquem em casa”, não estamos pedindo para que as atividades econômicas parem, porque quem está em casa uma hora precisa sair para adquirir algum produto ou serviço. As recomendações são claras, precisamos evitar a aglomeração de pessoas”, ratificou o comerciante.

De acordo com a última nota divulgada pela Secretaria de Estado de Saúde, Mato Grosso tem 326 casos suspeitos, destes 09 (nove) confirmados e 50 descartados, em Rondonópolis são 28 casos suspeitos e 02 (dois) descartados.

Observe o Art. 13, do Decreto Nº 425, de 25 de março de 2020. “As normas dispostas neste decreto vinculam os municípios, que somente podem adotar medidas não farmacológicas mais restritivas mediante fundamentação técnico-científica que justifique a providência no âmbito local”, diz o decreto.

Luizão lembra os profissionais da área da saúde, do transporte de cargas e alimentos, dos supermercados, pessoas que estão na linha de frente. “Nós temos pessoas dedicadas neste período, preocupadas também com o vírus, mas eles por questões de ‘serviços essenciais’ não pararam. E nós do comércio, vamos paralisar com qual justificativa? Essas pessoas também precisam de nós, concordo que algumas atividades podem ser feitas em casa, mas o produtor que está no campo produzindo uma hora vai precisar de um insumo ou de uma ferramenta, qualquer outro item necessário”, lembrou o comerciante.

“Vamos manter a calma e o equilíbrio emocional. Cuidar para que as pessoas que compõem o grupo de risco sejam preservadas, e acreditar que isso tudo vai passar”, declarou o comerciante.