Justiça determina que denunciado na Operação Redtus seja colocado em liberdade

Foto: Polícia Civil de Mato Grosso/Assessoria

O juízo da Sétima Vara Criminal de Cuiabá (Vara Especializada do Crime Organizado do Estado de Mato Grosso) revogou nesta sexta feira, (29-05) a prisão do acusado M.V.B.C, denunciado pela suposta prática do crime de associação criminosa.

Segundo consta na denúncia ofertada pelo Ministério Público Estadual, o acusado M.V.B.C atuaria na organização criminosa na condição de tesoureiro, utilizando-se de seu comércio e da conta bancária pessoal e de seus familiares para guardar o dinheiro da organização criminosa e de seus integrantes.

A operação desencadeada pela Polícia Cívil de Rondonópolis, por meio da DERF, indiciou e o Ministério Público posteriormente denunciou 67 suspeitos de serem integrantes de organização criminosa atuantes em diversas cidades do Estado e também fora dele, sendo que este foi o primeiro denunciado a ser colocado em liberdade em decorrência de revogação de prisão preventiva e substituição da prisão preventiva por outras cautelares diversas da prisão, apesar de outros acusados que preenchiam os requisitos necessários, receberem outros benefícios, como prisão domiciliar.

Segundo informou a defesa do acusado, que é assistida pelo Dr. Allan Vieira Rocha, o juízo da Sétima Vara Criminal revogou a prisão preventiva de M.V.B.C por entender que não encontravam-se mais presentes os requisitos autorizadores da prisão preventiva, sendo possível a substituição da prisão preventiva por outras medidas cautelares diversas.

A OPERAÇÃO

A operação REDITUS foi deflagrada em 19 de dezembro de 2019 visando dar cumprimento a 108 ordens judiciais, sendo 67 mandados de prisão preventivas e 41 de busca e apreensões domiciliares. Durante os trabalhos 57 alvos tiveram as ordens judiciais de prisão cumpridas, sendo 45 presos em Rondonópolis, 10 em Pedra Preta, 1 em Cuiabá e 1 em Amambai/MS.

A operação também resultou na apreensão de R$ 12 mil em dinheiro, 08 veículos (5 carros e 3 motocicletas) avaliados em R$ 300 mil reais, além do fechamento de 02 estabelecimentos comerciais supostamente utilizados pelo grupo criminoso para lavagem de dinheiro.