Justiça analisa pedido do goleiro Bruno para retornar ao regime semiaberto

Em 2013, Bruno foi condenado pela morte de Eliza Samudio

Justiça analisa pedido do goleiro Bruno para retornar ao regime semiaberto
Reprodução

A Justiça de Belo Horizonte julga nesta quarta-feira (19) o pedido feito pela defesa do goleiro Bruno Fernandes para que seja anulada uma falta grave à qual o ex-atleta foi condenado em fevereiro deste ano.

Na ocasião, Bruno, que cumpre prisão em regime fechado pela morte de Eliza Samudio, em Varginha, no sul de Minas Gerais, foi condenado em um processo que analisou a denúncia de que ele havia tido um encontro com mulheres e bebidas alcoólicas em um bar da cidade.

Em outubro do ano passado, após ser beneficiado com o direito de exercer um trabalho externo, o goleiro passou a cumprir pena na Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac), também em Varginha.

Depois de ser denunciado, a 1ª Vara Criminal e de Execuções Penais de Varginha cancelou a regalia. Com a punição, Bruno também perdeu o direito de pedir progressão de pena.

De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), a sessão deve ocorrer às 13h30. O julgamento será presidido pelo desembargador Doorgal Andrada.

Em 2017, o goleiro chegou a ser solto após uma liminar do Superior Tribunal Federal (STF). À época, Bruno chegou a assinar com a equipe do Boa Esporte, de Minas Gerais, e voltou a atuar profissionalmente. Em 27 de abril de 2017, após ter a medida que o mantinha em liberdade revogada e um pedido de habeas corpus negado, Bruno voltou para a prisão.

O Caso

Em 2013, Bruno foi condenado pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver. O crime aconteceu em 2010, e logo depois o goleiro foi preso, acusado de envolvimento no assassinato da ex-namorada, com quem teve um filho.