Inferno astral (atualizada)

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José Carlos do Pátio (SD) voltou a sentar na cadeira de prefeito no dia 1º de janeiro de 2017. O balanço dos primeiros 45 dias de executivo não são nada animadores.
Logo no dia da posse, o gestor de Rondonópolis sentiu que sua segunda passagem pela prefeitura não seria nada fácil. A inexperiência de parte de sua base na Câmara, aliada a uma trapalhada política, promoveu uma virada histórica na eleição da mesa diretora da casa leis. A oposição, que até 31 dezembro tinha apenas 6 votos, virou o jogo e ganhou as eleições.
Os problemas seguiram com novela chamada convocação dos concursados. A história parece não ter fim e promove dia a dia desgaste extremo ao governo.
O estrago político também acontece dentro da situação. Muitos partidários de longa data do atual prefeito, conhecidos como o “povo do Zé” reclamam da falta de prestígio. Até o momento poucos conseguiram cargos no município.
O coro dos descontentes ganhou repercussão depois que o suplente de vereador Ângelo Bernadino de Mendonça Júnior, o Junião Mendonça (SD) entregou no início do mês, na Câmara de vereadores, um requerimento de declaração de extinção do mandato do vereador Juary Miranda, também do Solidariedade.
Como desgraça pouco é bobagem, o Ministério Público Estadual encaminhou no final da tarde de terça-feira (14) o processo de número processo: Nº 0000306-65.2016.6.11.0010, que pede ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) a cassação do diploma prefeito e seu vice Ubaldo Tolentino.
O Recurso Contra Expedição de Diploma – RCED foi movido pelo MP devido a uma condenação eleitoral do vice-prefeito. A sentença foi a perda dos direitos políticos e ocorreu no final de 2016. O caso gera controvérsia, uma vez que a decisão saiu pós-eleições. Mas o Ministério Público entende que Ubaldo não poderia ter disputado o pleito eleitoral.
A nova dor de cabeça promete dar muito trabalho para o departamento jurídico de Zé do Pátio. O fato é nitroglicerina pura para oposição na Câmara.
O outro lado
Sobre o pedido de cassação do diploma de José Carlos do Pátio de seu vice Ubaldo Tolentino, a assessoria de imprensa da prefeitura nega a informação que o prefeito possa ter o mandato cassado diante da suspensão dos direitos políticos do seu vice-prefeito, Ubaldo de Barros (PTB).
O comunicado ainda explica que Ubaldo ficou inelegível somente depois das eleições municipais de 2016. No entanto, durante o pleito estava com os direitos políticos ativos.
Além disso, nenhuma parte teria questionado a respectiva chapa eleitoral composta por Zé Carlos do Pátio e Ubaldo Barros durante as eleições e a diplomação.
Com isso, de acordo com um atual precedente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que prevê que após as eleições ou, em casos da inelegibilidade só atingir um dos integrantes da chapa, esse fato não pode prejudicar a outra parte que não deu causa, no caso o prefeito Zé Carlos do Pátio.
Apesar disso, a assessoria informa que os advogados do prefeito já entraram com a defesa neste processo que, ainda não há data para o julgamento.