Impeachment: Galli diz que muro caiu e todos terão de mostrar a cara, mais cedo ou mais tarde

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A decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, de aceitar o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, por crime de responsabilidade, continua repercutindo. Na última quarta-feira (16/12) o ministro do STF, Luiz Edson Fachin, negou provimento ao Recurso interposto pelo Partido Comunista do Brasil (PC do B), mas o plenário do STF, no dia 17/12, novamente atropela o Congresso, muda as regras do jogo e traz o impeachment à estaca zero. Neste caso, a eleição da Comissão Especial onde elegeu a chapa da oposição foi derrubada pelos ministros e agora foi dado super poderes ao Senado Federal.

O deputado Victório Galli (PSC) lembrou que o PT não tem maioria na Câmara, mas que no Senado este cenário é favorável ao PT. "A decisão do STF colocou em cheque a democracia e a independência entre os Poderes, esta briga de interesses não beneficiará o país. Fico assustado quando o PT comemora uma decisão do Supremo, e ainda mais quando esta decisão desrespeita a Constituição e Câmara dos Deputados. Mas não iremos nos abalar, pois é isso que eles querem, vamos nos manter firmes e precisamos que o povo continue nas ruas".

"Com esta nova decisão do STF, com a mudança das regras do jogo, sabemos que o processo seguirá seu curso, mas não podemos prever o resultado. Este é um momento de atenção, não podemos mudar o foco e nem aceitarmos calados estas manobras contra o Impeachment. Agora é o momento do povo brasileiro investigar os nomes daqueles que são a favor do país e dos que são contra o Brasil. Está muito claro que estamos diante da separação do joio e do trigo. Todos os deputados e senadores terão que mostrar a cara, não há mais muro. O muro foi derrubado e toda a população saberá quem é quem e como votou neste processo. As provas contra a presidente são incontestáveis: houve manobras fiscais que trouxeram prejuízo na ordem de dezenas de bilhões para os cofres públicos e agora temos a oportunidade de fazer justiça, quer queira ou não, o PT não sairá livre disso”, apontou.

E, lembrem-se se há corruptos, é porque há corruptores, temos que punir a todos. E, a única alternativa que restará para a população será a pressão popular e ir para as ruas, eu me manterei firme, mas não posso responder pelo restante do Congresso”, observou.

Victório Galli (PSC) reafirmou, em discurso na tribuna da Câmara, que o País vive uma crise econômica, política e, acima de tudo, moral e ética. “O país está passando por uma estagnação de norte a sul e leste a oeste”, afirmou, acrescentando que o PT não se deu conta de que o barco está afundando.

O federal de Mato Grosso, que foi o único político de MT presente nas manifestações do dia 13 de dezembro, em Cuiabá, lembrou que todos têm o dever cívico de participar e apoiar estes movimentos: “eles são legítimos e expressam a vontade da maioria”, disse.

Em entrevista, Galli lembrou a prisão de Delcídio: “Vimos há poucos dias o Líder do PT no Senado, um dos homens mais fortes do governo, sendo preso por tentar atrapalhar as investigações sobre a corrupção na Petrobrás, e as denúncias foram comprovadas, tanto que o senador permanece preso por tempo indeterminado e provavelmente será cassado no Senado Federal”, disse, enfatizando ainda que o Brasil vive um novo quadro com o aceite do impeachment da presidente Dilma.