Governo federal trabalha para evitar novos danos após rompimento de barragem em Brumadinho

Governo federal trabalha para evitar novos danos após rompimento de barragem em Brumadinho
Onda de rejeitos se alastra a uma velocidade inferior a 1 km/h - Foto: Isac Nóbrega/PR



O Comitê de Gestão montado pelo governo federal se reuniu nesse domingo (27) para avaliar as consequências e evitar novos danos após o rompimento da barragem I do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG). A pauta do encontro incluiu discussões sobre a qualidade da água do rio Paraopeba, o avanço dos rejeitos e a estabilidade da barragem VI, além de possíveis revisões na Política Nacional de Segurança de Barragens.

A reunião contou com a participação do ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, e representantes do Ministério de Minas e Energia (MME), Agência Nacional de Águas (ANA), Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e Agência Nacional de Mineração (ANM), entre outros órgãos.

Segundo Canuto, a situação da barragem VI – que gerou preocupações após um rápido aumento do volume acumulado no reservatório – está totalmente controlada, e o nível de água já está sendo reduzido com o uso de uma bomba. Já a qualidade das águas do rio Paraopeba será verificada por meio de análise química e física de amostras coletadas em 47 pontos. A avaliação será feita pela Agência Nacional de Águas e pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM).

Outro ponto discutido no encontro foi o avanço da lama no curso d’água. A onda de rejeitos se alastra a uma velocidade inferior a 1 km/h e pode chegar ao reservatório da hidrelétrica de Retiro Baixo entre 1º e 5 de fevereiro. Também é possível que os rejeitos cheguem à hidrelétrica de Três Marias, no rio São Francisco, entre 2 e 6 de fevereiro, segundo previsões do CPRM.

Durante a reunião, Canuto também defendeu a revisão na Política Nacional de Segurança de Barragens, editada em 2010. Segundo o ministro, as mudanças na legislação do setor dependem de um empenho conjunto entre iniciativa privada e poder público.

Fonte: Governo do Brasil, com informações do Ministério do Desenvolvimento Regional e da Agência Nacional de Águas