Gisela propõe que Festança de Vila Bela se transforme em patrimônio cultural imaterial do Brasil

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Gisela propõe que Festança de Vila Bela se transforme em patrimônio cultural imaterial do Brasil

A festança inclui as danças do Congo e do Chorado e também homenageia a Rainha Tereza de Benguela, líder do Quilombo do Quariterê

Neste dia 30 de novembro, mês da Consciência Negra, a deputada federal Gisela Simona (União Brasil – MT), apresentou o Projeto de Lei nº 5810/2023 que reconhece a Festança de Vila Bela da Santíssima Trindade como patrimônio cultural imaterial do Brasil. Vila Bela foi a primeira capital de Mato Grosso e celebra o evento há mais de 200 anos no município onde Teresa de Benguela, símbolo da resistência contra a escravidão, liderou o Quilombo do Quariterê

“O presente projeto de lei tem o justo propósito de reconhecer como parte integrante do nosso patrimônio cultural brasileiro a Festança de Vila Bela da Santíssima Trindade, no Estado do Mato Grosso”, contextualiza a deputada, única deputada federal de Mato Grosso declaradamente negra e membro da Banca Negra instalada dia 20 de novembro.

Gisela Simona faz questão de registrar que este projeto de lei teve origem em dois pedidos. Um do prefeito de Vila Bela, Jacob André Bringsken, e outro feito pelos vereadores do município Edclay Lopes Coelho e Clodoaldo Miranda da Cruz.

O prefeito Jacob André Bringsken, ao receber o PL, disse sentir-se honrado e muito orgulhoso. “É um anseio de toda população de Vila Bela, principalmente dos festeiros, e a nossa cultura e nossa tradição vai se tornar patrimônio brasileiro e ser divulgado no mundo inteiro, valorizando a história de Teresa de Benguela e do Quilombo do Quariterê, principalmente trabalhando a quebra de paradigmas e preconceitos, para que a nossa Vila Bela abrace sempre seus visitantes e nossa resistência possa ser mostrada, a história de um povo lutador, guerreiro, que manteve as dimensões do Brasil no avanço da quebra do Tratado de Tordesilhas”.  

A “Festança” é celebrada anualmente nos dias 17 e 28 de julho e reúne no sincretismo religioso o Tríduo em homenagem ao Divino Espírito Santo, Glorioso São Benedito e à Santíssima Trindade.

A programação inclui as tradicionais apresentações das danças do Congo e do Chorado e outras manifestações centenárias que resgatam lutas de antepassados e representam a identidade mato-grossense na primeira capital da antiga província do Estado celebrando a cultura e as tradições do homem.

A parlamentar ressalta que durante o mesmo período, em 25 de julho, celebra-se o Dia da Mulher Negra e Latino-Americana, uma data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992.

“Nesse dia, uma significativa homenagem é prestada a uma das figuras proeminentes da história nacional, Tereza de Benguela, uma mulher negra notável que liderou um dos maiores Quilombos do país durante duas décadas, tornando-se um símbolo de resistência e luta”, observa Gisela Simona.

Conhecida também como Rainha Tereza, ela viveu no século XVIII, um período profundamente marcado pela escravidão, liderando o Quilombo do Piolho, ou Quilombo do Quariterê, em Vila Bela da Santíssima Trindade.

“Reconhecer a Festança de Vila Bela da Santíssima Trindade como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil é uma forma de preservar e promover suas tradições, garantindo que as gerações futuras possam apreciar e aprender sobre a riqueza da cultura brasileira. Com a aprovação deste projeto, buscamos reconhecer o valor histórico que a celebração tem para o povo Mato-grossense e dar visibilidade com o objetivo de proteção e promoção do patrimônio cultural imaterial”, acrescenta a parlamentar.

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