Gari é atropelado durante trabalho em Cuiabá e polícia diz que motorista estava alcoolizado

Gari é atropelado durante trabalho em Cuiabá
Carro bate em caminhão de coleta de lixo e prensa trabalhador — Foto: Deletran-MT/Assessoria



Misael Feitosa de Almeida, de 29 anos, foi atropelado na madrugada deste domingo (25), na estrada do Moinho, em Cuiabá, enquanto trabalhava na coleta de lixo.

De acordo com informações de Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), o motorista, que dirigia o carro de uma empresa da telefonia, prensou o trabalhador, quando bateu na traseira do caminhão de coleta.

Ainda segundo a Deletran, o motorista estava embriagado. O teste de bafômetro apontou 0,53 miligramas de álcool por litro de ar expelido.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o condutor flagrado dirigindo sob influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência comete uma infração gravíssima.

O motorista do veículo foi conduzido para a Central de Flagrantes e deve ser encaminhado para audiência de custódia. O G1 tentou, mas não conseguiu falar com a defesa dele até a publicação dessa reportagem.

O secretário municipal de Serviços Urbanos, José Roberto Stopa, que acompanha o caso, informou que Misael fraturou a perna em dois pontos. Ele passou por cirurgia e está consciente. Porém, deve ser transferido para outro hospital.

“O ferimento foi muito profundo e corre o risco de necrosar, por isso, ele será transferido para outro hospital, onde a fratura será tratada de maneira mais intensa”, explicou ele.

Ainda segundo o secretário, o caminhão estava parado para a coleta de lixo e o local estava sinalizado.

Servidor de coleta urbana é atropelado durante o trabalho — Foto: Deletran-MT/Assessoria

Servidor de coleta urbana é atropelado durante o trabalho — Foto: Deletran-MT/Assessoria

Outro caso

Na última terça-feira (20) outro trabalhador da coleta de lixo foi atropelado na Avenida Getúlio Várgas, em Cuiabá. Ele teve a perna amputada em razão do acidente.

Neste acidente a condutora do veículo, de acordo com o teste de bafômetro, também dirigia sob efeito de álcool. No entanto, essa versão foi contestada pela defesa dela.