Funcionários de UTI onde paciente denunciou ter sido estuprada são afastados em Cuiabá

Na sexta-feira (16), ela acordou com as partes íntimas machucadas e avisou a família.

Pixabay/Ilustrativa

Os funcionários que atuam na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal de Cuiabá, a principal unidade de saúde pública de Mato Grosso, foram afastados nesta terça-feira (20) por causa de um suposto estupro de uma paciente. A vítima está internada na unidade desde quinta-feira (15), em situação grave, devido a uma crise renal crônica.

Em nota, a Prefeitura de Cuiabá informou que a paciente teve acompanhamento psicológico e recebeu as medicações. No entanto, não informou se o enfermeiro citado foi identificado ou afastado das atividades.

A paciente, de 45 anos, relatou no boletim de ocorrência que na sexta-feira (16) viu um homem entrar no espaço onde estava e levantar o lençol. Ela chegou a questioná-lo sobre o que estava fazendo e ele teria dito que estava fazendo um procedimento.




Durante o suposto procedimento, o suspeito teria aplicado um medicamento intravenoso, que a dopou. Tempo depois, a mulher acordou com as partes íntimas machucadas e avisou a família.

Os médicos da unidade, ao tomarem conhecimento da situação, chamaram a Polícia Militar, que fez o primeiro atendimento da vítima.

O exame para comprovar se houve ou não o estupro ainda não teve o laudo divulgado.

Em nota, a Polícia Civil informou que o caso é tratado como estupro de vulnerável, mas afirmou que não serão repassados mais detalhes por se tratar de crime de natureza sexual e para preservar a intimidade da vítima.

A ocorrência foi registrada no Plantão de Atendimento às Vítimas de Violência Doméstica e Sexual e será encaminhado para a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher.

A suspeita era de que o ato foi cometido por um enfermeira. No entanto, em nota, o Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso (Coren-MT) esclareceu que, de acordo com informações veiculadas, o suspeito do crime seria um homem alto, de cor negra, trajando uniforme verde.

Mas os profissionais da enfermagem da UTI do hospital utilizam roupa branca e, na escala de serviço, só foram constatados dois homens, um médico e um enfermeiro, nenhum dos dois correspondendo à descrição feita pela vítima.

Uma equipe de fiscalização do Coren-MT esteve na unidade de saúde nesta segunda-feira, onde foi feito contato com a gestão do hospital para colher mais informações.

O conselho informou ainda que acompanhará as investigações sobre o caso e fará uma investigação própria, diante da importância do episódio, tomando as medidas cabíveis caso o crime seja comprovado.

Nota da Prefeitura de Cuiabá

Em relação ao suposto caso de estupro no Hospital Municipal de Cuiabá, a Secretaria Municipal de Saúde informa:

  • A diretoria do HMC, assim que soube da situação, chamou imediatamente a polícia, que esteve no local e colheu informações para investigar o caso e está à disposição para colaborar com o que for necessário nas investigações.
  • A paciente teve acompanhamento psicológico e recebeu as medicações indicadas no protocolo para este tipo de situação.
  • O HMC ressalta que na UTI onde a paciente estava internada fica sempre uma equipe de plantão composta por 5 técnicos de enfermagem, 1 fisioterapeuta, 2 enfermeiros, 1 médico e 1 supervisor que cuida de todas as UTIs.