Funcionários da Cidade de Pedra param transporte coletivo em Rondonópolis

funcionários da cidade de pedra param transporte coletivo em rondonópolis

Os funcionários, na maioria motoristas, que atuam na empresa Cidade de Pedra, responsável pelo transporte coletivo de Rondonópolis, paralisaram os serviços, na manhã desta terça-feira (22), por tempo indeterminado. Desde as 2h30, representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Terrestres de Rondonópolis e Região (STTRR), impediram a saída dos ônibus da garagem da empresa.
Segundo o presidente do sindicato, Luiz Gonçalves da Costa, a paralisação se deve por causa do descaso da prefeitura com a Cidade de Pedra e os funcionários. “A empresa alega que devido não ter dito aumento de tarifa já a um longo tempo, apesar de três protocolos de aumento de tarifa junto à prefeitura, a empresa vem atrasando os salários. O vale era pra ter saído na sexta-feira e até agora nada. A empresa disse que só paga se a prefeitura negociar com ela. Então, nós paralisamos”, afirmou.
Outras reivindicações da categoria, de acordo com o sindicato, são problemas com a licitação, a falta de qualidade no transporte, inclusive, com uma frota considerada antiga, dupla função dos motoristas e extinção do pagamento da tarifa em dinheiro, ou seja, apenas uso do cartão magnético.
Conforme o diretor da Cidade de Pedra, Paulo Sérgio da Silva, por várias vezes a prefeitura foi avisada sobre a situação. "Estão ameaçando de fazer paralisação há mais de 15 dias. Por esse motivo eu estou diariamente na prefeitura conversando com o prefeito, com o procurador Fabrício, com o secretário Argemiro, a gente vem buscando resolver o caso para não acontecer o que aconteceu hoje. O que está ocasionando isso aí é a falta de pagamento, ou eu pago fornecedor ou pago funcionário”, desabafou.
Para Paulo Sérgio se não reajustar a tarifa a situação não vai ser resolvida. “A gente vive de tarifa, se não tenho uma tarifa adequada, a gente não consegue cumprir os nossos compromissos. Já estou no prejuízo, a cada viagem que eu deixo de dar e mais um prejuízo que tenho”, finalizou.
Cerca de 5 mil pessoas estão sendo prejudicadas com a paralisação dos funcionários do transporte coletivo.