Fisioterapeuta que caiu do 3º andar de hotel no RJ é transferida de avião para MT

Talyssa Oliveira Taques, de 27 anos, teve uma crise de sonambulismo durante a madrugada do dia 5 de fevereiro, segundo a família. Ela passou por cirurgia e foi transferida para Cuiabá neste domingo.

Talyssa Oliveira Taques, de 27 anos, trabalha na linha de frente da Covid-19 em Cuiabá — Foto: Arquivo pessoal

A fisioterapeuta Talyssa Oliveira Taques, de 27 anos, que caiu do terceiro andar da janela de um hotel no Rio de Janeiro após sofrer uma crise de sonambulismo, foi transferida de avião neste domingo (28) para Cuiabá (MT).

Talyssa se recuperava de uma cirurgia na coluna por causa de uma fratura que teve na queda. Segundo a mãe, Angélica Oliveira, desde o acidente, a filha não está conseguindo andar.

Ela estava no Hospital Israelita Albert Sabin, em Copacabana, por falta de vagas nos hospitais públicos da cidade. A despesa no local já estava acima de R$ 20 mil. 




Para que ela fosse transferida para Cuiabá, era necessário o transporte aéreo com uma UTI móvel, conforme orientação médica. A equipe do hospital informou à família que a jovem não tinha condições de ser transportada por um avião convencional de viagem.

O custo para o transporte era de cerca de R$ 89 mil. Segundo Angélica, por falta de condições financeiras para pagar esse valor, mais os custos do hospital, foi criada uma vaquinha online.

Talyssa estava internada há mais de 15 dias no hospital particular.

Acidente

A queda de Talyssa, segundo a mãe, ocorreu após uma crise de sonambulismo na madrugada do dia 5 deste mês. De acordo com a família, a jovem já teve outras crises quando era criança e procurou ajuda médica. Ela faz tratamento desde os 12 anos.

A fisioterapeuta trabalha no antigo pronto-socorro de Cuiabá e no Hospital São Mateus, ambos referência para o atendimento de casos da Covid-19. Segundo a família, ela vinha de vários plantões seguidos e aproveitou a folga em um fim de semana para viajar com os pais e irmãos.

“Ela estava exausta. Segundo o neurologista do hospital, quando ela relaxou, teve uma crise de sonambulismo. Ela foi até a janela do hotel e escorregou. Para ela, estava indo ao banheiro”, contou a mãe.

A administração do hotel informou que segue todos os protocolos de segurança estabelecidos pelo estado. Ainda segundo o estabelecimento, todos os dados solicitados, incluindo as imagens do circuito de segurança do local, foram entregues à polícia.

De acordo com a família, Talyssa dormia em um quarto no terceiro andar do prédio com uma amiga.

“Elas chegaram no hotel de madrugada. Por volta das 3 horas, a amiga dela dormiu e não viu o que aconteceu. Quando ela acordou, a Talyssa não estava mais no quarto, mas as coisas dela estavam lá. A menina ficou preocupada quando acordou, mas imaginou que ela foi dormir no meu quarto”, contou a mãe.

Uma hora depois, por volta das 4h30, após ouvir gritos de socorro, um dos seguranças do hotel a encontrou na entrada do porão caída e a socorreu. Segundo a mãe, após a queda, ela ficou desacordada por cerca de uma hora e, quando acordou, não conseguiu andar para sair do local e pediu socorro.

“Fui comunicada que minha filha estava caída no porão. Em desespero, chamei o socorro e fomos direto para o hospital, onde ela está internada até hoje”, disse.