Ferramenta ajudará a expandir o setor de agricultura irrigada no país

Parceria começa a construir o Sistema Nacional de Informações sobre Irrigação

Foto: Embrapa

Apoiar o planejamento do setor de agricultura irrigada e a expansão dessa atividade, possibilitando a geração de emprego e renda em diversas regiões do país. Esse é o objetivo do Sistema Nacional de Informações sobre Irrigação (Sinir), que será construído a partir de uma parceria entre o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), a Universidade Federal de Lavras (UFLA), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

Nessa terça-feira (13), o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, participou do início dos trabalhos para a elaboração da ferramenta, que tem previsão de conclusão para 2022, mas com alguns módulos sendo implantados já em julho deste ano.

“Este sistema será fundamental para estimular a ampliação da área irrigada no Brasil, hoje estimada em 10 milhões de hectares. Podemos multiplicar esse número por sete, chegando a 70 milhões de hectares, sem desmatar”, afirmou Marinho. “Vamos gerar empregos e desenvolvimento nas regiões mais pobres, promovendo a emancipação das pessoas por meio do trabalho. Com a Política Nacional de Irrigação, vamos possibilitar a geração de riquezas em terras férteis, mas que hoje são subutilizadas, principalmente no Nordeste.”

O Sinir tem como objetivo a coleta, o processamento, o armazenamento e a recuperação de informações referentes à agricultura irrigada. A ideia é que a plataforma sirva para subsidiar as decisões de governo para a condução da Política Nacional de Irrigação (PNI), além de auxiliar o setor produtivo. Entre as informações que serão concedidas, estão disponibilidade de solo, dados sobre o mercado produtivo e infraestrutura de apoio à produção.

Política Nacional de Irrigação

O Sinir é um dos instrumentos da Política Nacional de Irrigação, que está a cargo do MDR. A PNI tem como objetivo organizar o marco legal para a gestão de projetos na área, tendo como principal diretriz a indução à eficiência no uso de recursos hídricos. O texto também reforça estratégias para o desenvolvimento da agricultura irrigada, com vistas ao aumento sustentável de produtividade e à redução de riscos climáticos na agropecuária, além de preconizar parcerias entre os setores público e privado a fim de ampliar a área irrigada no país.

Com informações do Ministério do Desenvolvimento Regional