FBI investiga ciberataque contra o Partido Democrata

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O FBI investiga um ciberataque contra o Partido Democrata, anunciou a polícia federal americana nesta segunda-feira (25) após a publicação pelo WikiLeaks de e-mails comprometedores para a campanha da candidata Hillary Clinton.

O FBI procura determinar "a natureza e amplitude" deste ciberataque, declarou em um breve comunicado.

O Wikileaks afirmou na última sexta-feira ter 19.252 e-mails do Partido Democrata, nos quais integrantes da formação falam de estratégias para vencer Bernie Sanders, senador por Vermont que enfrentou a ex-secretária de Estado nas primárias.

A equipe de campanha de Hillary tentou desviar a atenção sobre os esforços contra Sanders, sugerindo que o ciberataque, e a publicação dos e-mails, poderia ter sido ordenada por Moscou para favorecer Donald Trump, mais crítico à Otan que a sua rival democrata.

"Os especialistas dizem-nos que atores estatais russas invadiram o DNC para filtrar aqueles e-mails que foram posteriormente vazados por sites", declarou o diretor de campanha Robby Mook à rede de televisão ABC. "É preocupante, pois alguns especialistas agora estão nos dizendo que isso foi feito pelos russos, a fim de ajudar Donald Trump", acrescentou.

Sanders exigiu no domingo a renúncia da presidente do Partido Democrata, Debbie Wasserman Schultz, que no mesmo dia anunciou que deixará o cargo ao término da convenção que será realizada a partir desta segunda na Filadélfia (Pensilvânia), para oficializar Hillary Clinton a candidata presidencial do partido.

O escândalo complicou os planos da Convenção Nacional Democrata, na qual Hillary pretendia passar uma imagem de união do partido em torno de sua candidatura.

Sanders apoia Hillary

O senador democrata Bernie Sanders declarou apoio a Hillary Clinton no dia 12 de julho. Os dois concorriam à indicação do Partido Democrata na corrida à sucessão de Barack Obama.

Sanders listou uma série de razões pelas quais a ex-secretária de Estado seria uma opção melhor que seu rival republicano, Donald Trump, nas eleições presidenciais de novembro.

Citou o apoio de Hillary aos direitos dos homossexuais, seguro universal de saúde e luta contra as mudanças climáticas.

Sanders representou uma forte resistência à candidatura de Hillary no Partido Democrata, a ponto de a ex-secretária de Estado só poder cantar vitória na disputa interna no último dia das eleições primárias.

Debbie Wasserman Schultz, presidente do Partido Democrata (Foto: REUTERS/Scott Audette)