Ex-atriz pornô prepara biografia e revela discriminação: ‘sou julgada sempre’

Além de dramas na adolescência, o livro vai contar como Vanessa Danieli se lançou como youtuber

Ex-atriz pornô prepara biografia e revela discriminação
Divulgação

Foi na indústria pornográfica que Bárbara Costa ficou conhecida. Mas agora, longe dos filmes adultos, Vanessa Danieli – seu verdadeiro nome de registro – faz sucesso como youtuber, com o canal ‘Barbaridade Nerd’, focado no universo geek.

Disposta a esquecer o que passou quando era atriz, Vanessa – como prefere ser chamada agora –  também prepara um livro que será lançado no segundo semestre. A sua autobiografia vai contar, além de dramas na adolescência, os caminhos que trilhou para se lançar na web e conquistar fãs por todo o país.

Já nas primeiras páginas, a ex-atriz revela que sofreu abuso sexual aos 5 anos e que perdeu a virgindade durante um estupro aos 15 anos. Relata ainda ter vivido um relacionamento abusivo por três anos simplesmente para agradar familiares. Foi gravando desabafos para o seu canal no YouTube que ela passou a se libertar de toda essa ‘realidade’.

“Era muito difícil contar meu drama para pessoas próximas, então passei a usar a internet para mostrar quem eu era de fato. As pessoas achavam que eu era aquela menina dos filmes. Aquilo tudo era profissional. Sou julgada sempre pelo meu passado”, diz. “Claro que fiquei doente. Fiz tratamento psiquiátrico, busquei forças no fundo do poço para continuar”, desabafa.

Afastada do mundo pornográfico há quase três anos, Bárbara voltou para a faculdade, lançou seu canal no YouTube e passou a ministrar palestras sobre marketing de influência – que tem tudo a ver com essa nova fase. Prestes a pegar seu diploma, ela comemora seu sucesso profissionais em uma agência digital, além de quase 4 mil conexões no LinkedIn, onde compartilha artigos e dicas.

“Mesmo com o cyber bullying, não desisti do canal e nem das redes sociais. Muito menos de trabalhar com o marketing que é a minha área de formação. Agora vou me dedicar na finalização do livro e já me sinto totalmente integrada na sociedade como um ser humano. Claro que o preconceito existe, mas é algo que já aceitei. Vou lidar com isso sempre”, diz.