Embarques de frango moderados, apesar do maio mais longo

Em se tratando de mês mais longo (22 dias úteis) que maio de 2016 (21 dias úteis) e que o mês anterior (18 dias úteis em abril passado), projetava-se para maio de 2017 um desempenho superior ao registrado nesses dois meses. A realidade, porém, é que os embarques de carne de frango in natura do mês alcançaram a menor média diária dos últimos sete meses. Ou pouco mais de 14,5 mil/t/dia, volume que representou redução de 11% sobre as 16,3 mil/t/dia de abril passado e de quase 14% sobre as mais de 16,8 mil/t/dia de maio de 2016. Efeito, sem dúvida, da repercussão externa da Operação Carne Fraca.

Resultado: os embarques de maio somaram 319.076 mil toneladas, volume que redundou em um aumento de quase 9% sobre as (escassas) 293.482 toneladas de abril passado, mas que (apesar do mês mais longo) ficou cerca de 10% aquém das 353.435 toneladas de maio de 2016.

O estrago, porém, não ficou restrito ao volume. O preço médio, que no primeiro trimestre do ano (isto é, antes dos efeitos da Operação Carne Fraca) vinha evoluindo a uma média mensal superior a 20% em relação ao mesmo período do ano anterior, em maio último aumentou apenas 10%. Praticamente nada se considerado que o preço médio de um ano atrás esteve entre os mais baixos dos últimos oito anos. O pior, porém, é que pelo segundo mês consecutivo o preço médio da carne de frango in natura retrocedeu em relação ao mês anterior e, com isso, acabou recuando ao menor valor do quadrimestre fevereiro-maio.




Obviamente, os efeitos desse desempenho se refletiram na receita cambial. Que embora tenha aumentado mais de 8% em relação ao (fraco) resultado de abril, acabou ficando menor que a registrada em maio de 2016. Aliás, enquanto no primeiro trimestre de 2017 a receita mensal da carne de frango in natura incrementos médios de 25% em relação a idêntico mês do ano anterior, no período pós Operação Carne Fraca acusa reduções médias, mensais, de 4,58%.