Em sessão especial, Wellington afirma: “se mede a grandeza de um país pelo respeito ao cidadão”

Ao participar nesta quinta-feira, 24, de sessão especial para celebrar o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, realizada pelo Senado Federal, o senador Wellington Fagundes (PR-MT) disse que “não se mede a grandeza de um País apenas por sua economia, seus recursos naturais ou por sua extensão”. Segundo ele, “mede-se a grandeza de um País também pelo respeito que o Estado demonstra a seus cidadãos” e ainda “pelo grau de civilidade com que as pessoas são tratadas, e pela observância aos princípios dos direitos humanos”.

Comparando a primeira Constituição do Brasil com a atual e ainda as evoluções registradas no Estatuto da Pessoa com Deficiência recém aprovado e sancionado, Wellington destacou “o ganho de estatura” que o segmento conquistou no Brasil. E fez questão de enaltercer a luta de “homens e mulheres, com ou sem deficiência” que atuaram para viabilizar o que classificou como “evolução civilizatória”.

“Os dispositivos constitucionais que tratam de questões relativas à deficiência são frutos de quase 40 anos de trabalho dos movimentos das pessoas com deficiência. Cada artigo, parágrafo e alínea de nossa Constituição que se refere a essas pessoas foi uma vitória obtida após muita luta e empenho” – disse.

Vice-líder do Governo no Senado, Wellington ressaltou que as pessoas com deficiência “não querem ser objeto de piedade” e também “não querem ser vistas como incapazes, ou apenas como pacientes”. Depois de destacar as lutas históricas, o senador republicano lembrou que os deficientes querem “ser reconhecidos como capazes e autônomos; querem ser donos de seus destinos e exercitar seus direitos como qualquer outro cidadão”.

Para ele, a acessibilidade “deve ser uma preocupação constante do Estado e dos demais cidadãos brasileiros, por uma questão de equidade, não de caridade”. E arrematou: “Fazer com que essa visão se torne comum, que todos entendam que as pessoas com deficiência têm tanto direito ao exercício da cidadania quanto qualquer outro brasileiro, é o grande desafio a ser vencido”.

Na mesma solenidade, aconteceu a entrega da Comenda Dorina de Gouvêa Nowill, uma das mais atuantes defensoras das pessoas com deficiência no Brasil. Foram agraciadas com a honraria instituída pelo Senado: Aracy Maria de Silva Lêdo, Loni Elisete Manica, Mara Gabrilli, Maria Luiza Costa Câmera, Roseane Cavalcante de Freitas e Solange Sotelo Pinheiro Calmon. “Cada uma dessas agraciadas, a seu modo, mantém de pé a luta pelas pessoas com deficiência, um trabalho longo, árduo, multifacetado e que ainda está longe de terminar” – acrescentou.