Em salas improvisadas, estudantes reclamam de calor

em salas improvisadas, estudantes reclamam de calor

Alunos e professores da escola estadual Paulo Freire, em Sinop, município a 503 km de Cuiabá, têm reclamado da falta de condições para estudar devido ao calor no ambiente de ensino. A unidade recebeu neste ano uma sala móvel, construída com placas de aço e isopor para a realização das aulas enquanto o local não recebe obras de reforma previstas para até o final deste ano, segundo a Secretaria Estadual de Educação (Seduc). Entretanto, até lá, os estudantes têm tido dificuldade de cumprir a carga horária de aulas.
A situação acontece mesmo com os dois ventiladores e o aparelho de ar-condicionado instalados no local. Os professores reclamam que os jovens acabam perdendo a atenção porque ficam se abanando com os livros.
Além desta sala existem oito classes móveis iguais em outras escolas da cidade. De acordo com a Seduc, todas são construídas com “material isotérmico, ou seja, placas de aço, pré-pintadas e preenchidas com 10 centímetros de isopor, que protege o ambiente da temperatura externa, e não de PVC”.
A professora Fernanda Souza, contudo, explicou que, por causa da alta temperatura, “eles [alunos] começam a pedir para sair e beber água toda hora, o que acaba atrapalhando a aula”.
A estudante Rayane Rodrigues afirmou que a rotina dos alunos é trabalhada para que o sofrimento com o calor possa ser amenizado. Além disso, ela diz que os jovens acabaram desenvolvendo outros hábitos para ajudar nessa situação. “Quando são duas aulas, a professora libera uma das aulas e fala para a gente ir beber água. Ela faz isso revezando, um aluno de cada vez. E todo mundo, geralmente, agora está trazendo uma garrafinha com água para a sala”, contou.
Um outro problema que os estudantes da unidade passam é em relação à quadra esportiva. Por conta das más condições das instalações, o lugar foi demolido. Uma reconstrução ou reforma, porém, não foi realizada. A escola estadual Paulo Freire atende a cerca de 870 alunos em sua sede e mais 100 em uma extensão. A rede estadual de ensino do município tem mais de 300 crianças na lista de espera.
Outro lado
Por meio de nota, a Seduc informou que uma reforma geral da unidade escolar e a construção da quadra estão entre as prioridades para este ano. Entre as ações ainda estão a aquisição de novos aparelhos de ar-condicionado.
A pasta explicou que optou pela construção das salas móveis devido à urgência em relação ao atendimento das vagas solicitadas pelos alunos na fila de espera. A secretaria defendeu que enxergou na ação uma forma mais rápida de atender a essa solicitação, já que a construção de novas unidades escolares levaria mais tempo. A Seduc ainda informou que até dezembro deve inaugurar mais duas novas escolas em Sinop.