Em junho, comércio de 0 km no Brasil sobe 93%, enquanto que em MT cai 33%

Fenabrave-MT avalia que a pandemia causou forte impacto em junho em Mato Grosso, enquanto que grandes centros retomam a abertura do comércio

Renato Araújo/Arquivo/Agência Brasil

O Brasil apresentou um crescimento de 93,54% no mês de junho, o que reflete a reabertura gradual do comércio, principalmente nos grandes centros, como São Paulo. Já medidas mais restritivas tomadas em junho causaram efeito contrário em Mato Grosso, onde se registrou queda de 33%. O comércio foi fechado na Grande Cuiabá e em outros municípios na segunda quinzena de junho.

Em junho deste ano, em Mato Grosso, foram vendidos 4.200 veículos. Em maio foram emplacadas 6.269 unidades. Na comparação com os resultados de junho de 2019, os emplacamentos no mesmo período de 2020 reduziram 51,46%. Foram vendidas 8.653 unidades no mesmo período do ano passado.

O setor também avalia os dados do acumulado do ano. Em Mato Grosso, no 1º semestre de 2020, foram emplacados 38.142 veículos, entre automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros. Esse número representa queda de 27,23% em relação ao primeiro semestre de 2019, quando foram emplacadas 52.412 unidades.

As vendas de veículos no Brasil caíram 36,13% no primeiro semestre de 2020 em relação ao mesmo período de 2019. Os dados são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Para o diretor da Fenabrave – Regional Mato Grosso -, Paulo Boscolo, a forte redução resulta dos impactos da pandemia do Coronavírus, na qual o mercado automotivo é um dos setores mais afetados pela crise. “Vemos os grandes centros reabrindo aos poucos o comércio, apostando que a curva de casos da doença tende a continuar caindo. Mato Grosso passa, mais recentemente, pelo que parece ser o ponto mais crítico da pandemia, com aumento de casos e medidas muito mais restritivas. Sendo assim, a queda não causa surpresa, diante do fechamento do comércio e da intensificação do isolamento social neste mês de junho”, avalia Boscolo.

Automóveis e Comerciais Leves

As vendas de automóveis e comerciais leves, em junho, somaram 2.009 unidades, contra 2.448 em maio deste ano. Na comparação com junho de 2019 (3.693 unidades), o resultado de junho de 2020 apresenta queda de 47,19%.

Já no 1º semestre, os impactos da pandemia sobre as vendas de automóveis e comerciais leves fizeram os emplacamentos caírem de 26,41%, passando de 23.612 unidades vendidas nos seis primeiros meses de 2019, para 17.377 unidades comercializadas no 1º semestre de 2020.

Caminhões, ônibus e implementos rodoviários

Em junho, 284 caminhões foram emplacados e, em maio, foram 269 unidades, um aumento de 5,58%. Em junho de 2019, o volume comercializado (25,85%) foi de 383 veículos. O primeiro semestre de 2020 acumulou 1.480 vendas, com baixa de 28,88% na comparação com 2019. “Os caminhões atendem o transporte, que é serviço essencial, o que evitou uma queda maior”, comenta Boscolo.

 As vendas de ônibus registram queda de 64,1% no primeiro semestre, quando se comercializou 70 unidades. Já o acumulado de 2019, soma 195 unidades. Em junho foram 17 unidades e em maio 13 unidades, um aumento de 30,77%. Com relação a junho do ano  passado, houve queda de 61,36%.

Implementos rodoviários

Outro segmento que teve alguns registros positivos foi o de implementos rodoviários. Junho registrou 566 unidades emplacadas contra 524 em maio, uma alta de 8,02%. Em junho do ano passado, foram 863 unidades, uma queda de 34,41%. No semestre, foram 2.829 unidades, uma queda de 24,4%.

Motocicletas

Em junho, foram emplacadas 1.106 motos, 59,5%% a menos que em maio, quando se vendeu 2.731. Em junho do ano passado, o registro foi de 3.443 motos emplacadas, uma queda de 67,88%. Nos primeiros seis meses do ano, foram 15.172 unidades e no mesmo período de 2019 foram 21.407 unidades, o que representa queda de 29,13%.

Acompanhem na tabela a seguir os dados de emplacamentos para cada segmento automotivo.