Distúrbio pode gerar reação violenta durante o sono

ter um ápice de prazer por dia reduz em 22% chances de desenvolver câncer de próstata, revela estudo

Socos, pontapés, gritos e choros. Tais comportamentos violentos, na maioria das vezes, acontecem voluntariamente. No entanto, para quem tem o distúrbio comportamental do sono REM, estas reações são constantes e inconscientes. E elas podem ser muito perigosas.

O transtorno acontece durante a fase REM, ou Rapid Eye Movement (movimento rápido dos olhos, em português), em que ocorrem os sonhos mais vívidos.

Ele é caracterizado por um desequilíbrio entre a atividade mental do sonho e a ausência da inibição motora. Esta dificuldade em controlar os próprios movimentos faz com que o paciente “realize” o que está sonhando.

“O transtorno que leva as pessoas a agirem fora de seus sonhos, pode causar ferimentos, tanto para quem sofre do distúrbio, como para quem dorme ao lado”, diz Shigueo Yonekura, neurologista do Instituto de Medicina do Sono de Campinas e Piracicaba.

Segundo o artigo “Violência durante o sono”, publicado na Revista Brasileira de Psiquiatria, problemas neurológicos podem estar associados ao distúrbio, como o Mal de Parkinson e a demência. De acordo com Yonekura, a explicação está nos níveis de dopamina no cérebro, que diminuem ao longo dos anos nas pessoas com o transtorno comportamental do sono REM.

O diagnóstico da doença pode ser feito a partir de uma avaliação neurológica e um exame de polissonografia. Nele são avaliadas as atividades cerebrais e musculares, a respiração e outros comportamentos anormais durante o sono.

O uso de clonazepam, popularmente conhecido como Rivotril, faz parte do tratamento para este tipo de transtorno. Em casos mais graves, os médicos recomendam a utilização de antiepilépticos para inibir funções específicas do sistema nervoso central.

De acordo com dados da Revista Brasileira de Psiquiatria, 2% da população mundial apresenta comportamentos agressivos enquanto estão dormindo – sendo a maioria homens e idosos.