Dilma: Lava Jato não atrapalhará Rio 2016

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A presidente Dilma Rousseff avaliou que o andamento das obras para os Jogos Olímpicos 2016 não deve ser atingido pela Operação Lava Jato. “Eu não vejo qual o impacto que a Lava Jato terá nas obras olímpicas. Eu não tenho nenhuma avaliação que mostra que exista algum impacto”, disse.

Dilma reuniu-se hoje (12), na sede do Comitê Rio 2016, na Cidade Nova, região central do Rio de Janeiro, com governador do estado, Luiz Fernando Pezão, o prefeito Eduardo Paes e integrantes dos Comitês Olímpico Brasileiro (COB) e Rio 2016 e da Empresa Olímpica Municipal para avaliar a preparação dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016. “Tivemos uma reunião que considero bastante produtiva”, afirmou.

A presidente assumiu um compromisso com o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, de voltar “sistematicamente” ao longo dos próximos meses ao Rio de Janeiro, a fim de fazer reuniões de trabalho com todos eles para acompanhar a preparação dos Jogos Olímpicos, que, segundo ela, têm o papel importante de colocar o Brasil em destaque diante de todo o mundo. Por isso, é preciso mostrar o país por meio da organização dos jogos, com a qualidade, segurança e garantia do Parque Olímpico, que está em construção e com as obras em dia.

“É importante que o governo federal se integre neste grande esforço. Os Jogos Olímpicos é basicamente um reflexo do que o esporte tem de melhor, que é encarar o desafio, trabalhar no sentido de superar esse desafio e dedicar os seus maiores esforços neste sentido e conquistar a vitória. Nós aqui estamos com esta disposição e a forma de nós nos integrarmos é dialogar, dialogar, dialogar “.

De acordo com a presidente, os três níveis atuam de forma integrada desde o início da preparação dos Jogos Olímpicos, mas chegou o momento de fazer um ajuste fino. “Nós vínhamos sempre integrados. O governo federal financiou a maioria das obras, seja o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social], seja a Caixa ou o Banco do Brasil, inclusive os investidores privados que participam de todos os projetos de PPP [parceria público privada] que estão sendo levados aqui e que transformam esta Olimpíada em algo especial, ou seja, grande participação do capital privado”, disse.

A presidente acrescentou que é preciso apertar cada vez mais a integração e identificar onde ocorrem os problemas que possam atrasar as medidas necessárias. “Mais do que apertar, nós temos que buscar o problema onde ele está e resolvê-lo. Sempre há problemas. Para fazer um evento desta magnitude, a primeira coisa que tem que se perceber é resolver problema todo o santo dia e depois vai ter de resolver todas as horas. Foi assim na Copa do Mundo, foi assim na Rio+ 20, é assim em qualquer atividade”.

Dilma adiantou que o presidente em exercício da Autoridade Pública Olímpica (APO), Marcelo Pedroso, pode ser efetivado no cargo. A APO é um consórcio público formado pelo governo federal, o estado e a prefeitura do Rio de Janeiro criado em março de 2011 e representou uma das garantias dadas ao Comitê Olímpico Internacional na candidatura do Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos.

No lado de fora da sede do comitê, dois grupos de manifestantes, um pró e outro contra a presidenta, discutiram e quase entraram em conflito, sendo necessário a intervenção de guardas municipais. A confusão começou quando seis manifestante antidilma fizeram um protesto em frente a sede do comitê, onde um grupo de militantes petistas demonstravam seu apoio à presidenta.

Os ânimos se acirraram quando os manifestantes antidilma começaram a gritar slogans como “Eu estou aqui de graça”, o que irritou os petistas, e acusaram um militante, que acendeu um sinalizador que produz fumaça vermelha, de estar com uma bomba. Outro momento de tensão ocorreu quando os petistas tentaram arrancar uma faixa onde estava escrito “Fora Dilma” e foram impedidos pelos manifestantes. Os dois grupos discutiram e a guarda militar agiu para evitar uma briga.