Deputado defende que Assembleia busque acordo para o fim da greve

Deputado defende que Assembleia busque acordo para o fim da greve

O deputado Thiago Silva (MDB) destacou a necessidade de buscar um acordo entre o Governo do Estado e Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública de Mato Grosso (Sintep), com relação à greve da educação que já dura mais de duas semanas. Thiago defende que a Assembleia seja a interlocutora da negociação.

O parlamentar, que preside a Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto, comandou na segunda-feira (17), uma audiência pública para debater a greve da educação em Mato Grosso.

A audiência atendeu um requerimento do deputado Lúdio Cabral e contou com a participação dos deputados Valdir Barranco, João Batista, Wilson Santos, Max Russi e Doutor João, além do promotor Miguel Slhessarenko, o secretário adjunto de educação, Alan Porto e dirigentes do Sintep de todo o estado de Mato Grosso.

O Sintep alega que a pauta principal é o pagamento do RGA e da garantia do poder de dobra de compra, além de melhorias nas escolas e nas condições de trabalho. O Governo do Estado, por outro lado, argumenta que a situação financeira de Mato Grosso, impede qualquer tipo de aumento.

Uma das propostas apresentadas pelos deputados é a confecção de um documento da Assembleia ao Governo do Estado. Thiago Silva argumentou na audiência que esse documento deve constar um pedido de reavaliação da proposta do governo e ainda atrelar o cumprimento dos pagamentos ao incremento da receita, equiparar o salário da educação à outras categorias com nível superior, apresentar um cronograma de reformas e de chamamento de aprovados nos concursos públicos, além do pagamento da RGA e da dobra do Poder de compra da categoria.

“Sempre estudei em escola pública, sou filho de professores vejo como inadmissível continuar com déficit e darmos incentivos fiscais para os grandes , é por isso que estamos aqui para buscarmos intermediar esse processo para colocarmos um fim à essa greve, o momento não é fácil para o Estado e nem para as famílias dos servidores públicos da educação”, encerrou o deputado.