Criminosos matam mulheres, crianças e bebês americanos em emboscada no México

Foram ao menos cinco mortos, de acordo com as agências de notícias, mas número pode aumentar

Imagem de carro queimado no norte do México — (Foto: Reprodução/Twitter)

Um grupo de mórmons norte-americanos foi alvo de uma emboscada no México, informou a imprensa local. Ao menos nove pessoas morreram, sendo que algumas teriam sido queimadas vivas. No entanto, o número deve ser mais alto –ainda há desaparecidos. O ataque ocorreu na segunda-feira (4).

O grupo, membros da família Le Barón, viajava em três carros por Rancho de la Mora, entre Chihuahua e Sonora, perto da fronteira com os Estados Unidos, quando caiu em uma emboscada de homens armados, que atiraram contra os veículos.

De acordo com o procurador de Chihuahua, César Augusto Peniche, ao menos nove vítimas foram confirmadas, mas o número total ainda é incerto, pois algumas pessoas estão sendo consideradas como desaparecidas.

Entre as vítimas, há quatro crianças, sendo dois gêmeos recém-nascidos de seis meses. Todas faziam parte da comunidade religiosa dos mórmons e desempenham trabalhos missionários no México. A família vivia no país há duas décadas.

Em um dos carros, foram encontrados os corpos de uma mãe e de seus quatro filhos. Outros dois automóveis foram encontrados pela polícia em uma zona mais distante, mas também com duas mulheres e duas crianças.

Cerca de cinco ou seis crianças teriam conseguido fugir. Outras pessoas do grupo, porém, como uma adolescente, teriam corrido para uma mata e estão desaparecidas.

Segundo um texto publicado por um membro da família em uma rede social, 17 pessoas que viajavam nos três carros. Além dos nove que foram mortos, seis ficaram feridos e dois não sofreram agressões físicas. De acordo com o jornal “New York Times”, alguns sobreviventes descreveram que uma criança foi atingida quando escapava, e outras estavam presas dentro de um carro em chamas.

A polícia mexicana suspeita que carteis de droga estejam envolvidos com o crime e que a família tenha sido confundida. No entanto, membros da família são ativistas e fazem campanha contra grupos criminosos de Sonora e Chihuahua.

Esse não é o primeiro caso em que um Le Barón é assassinado no México: em 2009, Benjamin Le Barón, que era um ativista anticrime, foi morto em Chihuahua.