Criança morre após mobilização na web por doação de medula

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O menino Mobarak Motaz, de 11 anos, portador de um tipo raro de câncer e que precisava encontrar um doador de medula óssea compatível, morreu no último domingo (10) enquanto estava internado no Instituto de Tratamento do Câncer Infantil (Itaci), em São Paulo. A família, com integrantes da Líbia e Sudão, morava em Cuiabá e mobilizou no ano passado através de redes sociais uma campanha para ajudar o menino, que descobriu a doença em 2014.

De acordo com a irmã do garoto, Lina Omar, Mobarak não chegou de conseguir encontrar um doador de medula óssea que fosse compatível. Ele morreu por complicações na doença e teve o corpo transladado nesta segunda-feira (11). Os amigos e familiares se reuniram na Mesquita Muçulmana de Cuiabá, onde fizeram o velório de Mobarak seguindo os ritos daquela religião.

Segundo a irmã, o cortejo seguiu até o Cemitério Islâmico de Cuiabá, que fica atrás do Cemitério Bom Jesus de Cuiabá. “Ele sofria de um tipo raro de leucemia, apenas sete pessoas no mundo tinham essa doença. Ele foi o oitavo. Apesar de não conseguirmos nenhum doador, muitas pessoas vieram até nós para tirar dúvidas [sobre doação de medula óssea]. Por honra e amor a ele eu não vou parar a campanha, quero ajudar as pessoas. Foi uma coisa que eu vi e vivi”, declarou Lina.




Mobarak passou boa parte dos últimos anos em São Paulo para tratar da doença, criou, inclusive, um canal no Youtube para falar sobre a enfermidade. O tipo de câncer que acometia Mobarak é chamado de ‘linfoma não-hodgkin’.

“Mesmo internado ele ainda escreveu um livro falando sobre a história dele, inclusive a partir da doença. O livro foi publicado, em poucos exemplares, através de uma editora voluntária. Ele sonhava em ser médico”, lembrou a irmã.

A família estuda a possibilidade de lançar o livro em Cuiabá, como forma de homenagear o menino.