Corte químico: Dicas de como recuperar o cabelo

Foto: MF Press Global

Aspecto elástico, frágil e quebradiço. Esses são os sintomas do temido corte químico — desestruturação da fibra capilar—, que ocorre, em geral, devido a alisamentos e descolorações e pode trazer prejuízos graves à saúde dos cabelos, como a queda acentuada.

O Hair Stylist Carlos Lima explica que o problema é comum quando há incompatibilidade dos cabelos com as substâncias presentes no produto ou quando há junção de muitas químicas em pouco tempo. “Para evitar esse tipo de inconveniente, a mecha teste é indispensável. O procedimento consiste em aplicar em uma parte isolada do cabelo, uma quantidade razoável de produto para analisar como ele se comporta e o que causa na fibra capilar”, explica.

Como saber se o cabelo sofreu corte químico?
Para constatar se houve o corte químico, Carlos Lima aponta que alguns aspectos devem ser observados como: aspecto elástico, cabelo emborrachado, áspero e opaco e queda acentuada. “Nesses casos o fio quebra com facilidade, como se estivesse se desmanchando. Além disso é comum notar pontos brancos nas pontas, que geralmente são duplas ou triplas”.

Tem salvação?
Depende do caso. O hair stylist recomenda que ao constatar que o cabelo sofreu corte químico, é necessário procurar um profissional para avaliar o nível de dano dos fios. “A depender do caso, é necessário realizar um corte para retirar partes muito danificadas”, aponta.

Após esse processo de avaliação, o próximo passo é estabelecer um cronograma de tratamento que será pautado na reconstrução capilar. “Esse processo deve ser realizado pelo menos a cada quinze dias e tem como finalidade devolver a queratina perdida dos fios, para que estes percam o aspecto elástico”, orienta Carlos Lima.

Além disso o profissional aponta que é preciso cortar químicas e agente externos que sejam agressivos aos fios, como secadores, chapinhas e tinturas. “A paciência é a melhor amiga da mulher que já passou por um corte químico, o processo de recuperação é demorado e pode levar até dois anos”, diz.