Contra gasto, prefeitura de MT altera jornada e prevê reduzir R$ 2 milhões

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Na tentativa de reduzir gastos, a Prefeitura de Sinop, cidade localizada na Região Norte de Mato Grosso e a 503 km de Cuiabá, alterou a jornada de trabalho dos quase 3,3 mil servidores municipais. Ao invés das oito horas diárias, os servidores cumprem jornada única de seis horas e, segundo a prefeita Rosana Martinelli (PSB), a previsão é gerar uma economia de R$ 2 milhões na receita do município.

“O principal objetivo é conter as despesas diante do cenário nacional e isso nos geraria uma redução de 25% nos gastos da administração municipal se comparado ao último ano”, avaliou a prefeita ao considerar que, em 2014, a prefeitura desembolsou mais de R$ 6 milhões com materiais de expediente e na despesa geral.

A medida começou a vigorar na última sexta-feira (11) com intuito de minimizar os efeitos da crise econômica na prefeitura. Dessa forma, a carga horária passou a ser a partir das 12h até as 18h, e, não mais, das 7h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h30. Apesar da redução da jornada a prefeita frisa que não haverá alteração na folha de pagamento dos servidores.




Não serão incluídos neste novo horário os setores de obras, assistência social e segurança, bem como os serviços de cemitério e na área da Saúde, como urgência e de transporte de pacientes. Os postos de saúde e os hospitais também vão atender à população normalmente.

Matinelli diz que entre o mês de março e agosto uma equipe técnica do controle interno da Secretaria de Finanças elaborou estudos e apontou em relatórios a economia na despesa com a mudança na carga horária. Além disso, frisa que atende uma recomendação da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) que alerta sobre a queda na arrecadação e pede para que as prefeituras busquem garantir o equilíbrio das contas para pagamento de salários dos servidores e continuidade de programas de proteção social.

O presidente da AMM, Neurilan Fraga, disse que há anos os municípios enfrentam dificuldades, que só agravaram com o cenário nacional de crise que afeta as mais de cinco mil cidades brasileiras. “O momento é delicado e é preciso cortar gastos para fechar as contas, sob pena de um iminente colapso financeiro, que poderá afetar ainda mais a população”, assinalou.