Consórcio de Saúde do Médio Norte luta por repasses do Governo do Estado para hospitais da região




O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios, e prefeito de Nortelândia, Neurilan Fraga, se reuniu nesta segunda-feira (19), com os prefeitos da região do Médio Norte, que integram o Consórcio de Saúde, para tratar da situação dos hospitais regionais de Diamantino e Nortelândia. Os repasses de recursos para unidades de Saúde, que são feitos pelo Governo do Estado, estão com quatro meses em atraso.

Os prefeitos já marcaram para a próxima segunda-feira, uma reunião com o novo secretário estadual de Saúde, Eduardo Luiz Conceição Bermudez, para tratar do assunto. Neurilan explicou que este é o consórcio com a menor renda per capita do Estado, sendo o primeiro a administrar os recursos dos hospitais.

Ele frisou que os hospitais atendem 10 municípios da região, sendo mais procurados pela população de Arenápolis, Dimantino, Santo Afonso, Nortelândia, Alto Paraguai, Nova Marilândia e São José do Rio Claro.

O presidente do Consórcio de Saúde, e prefeito de Alto Paraguai, Aldair José Alves Moreira, informou que o governo estadual repassa R$ 499 mil mensais. Destes R$ 419 mil são destinados ao hospital São João Batista de Diamantino e R$ 80 mil para o hospital de Nortelândia. O prefeito ressaltou que os entraves burocráticos estão contribuindo com atrasos nos repasses dos recursos. Segundo ele, a secretaria estadual de Saúde criou uma instrução normativa de controle dos recursos de forma mais transparente, mas por conta da burocratização o sistema de controle está emperrando ainda mais. “Nós também somos a favor do controle e da transparência, mas precisamos encontrar uma forma, para que os recursos cheguem mais rápido na ponta. A população precisa do atendimento e não pode esperar por tanto tempo”, observou.

O Consórcio de Saúde já é auditado pelo Tribunal de Contas do Estado, visto como entidade pública e conveniado, através da secretaria estadual de Saúde, para administrar os recursos dos hospitais. “Vamos conversar com o secretário e expor a atual situação financeira, se não for resolvida, as unidades hospitalares terão de ser devolvidas para o Governo do Estado. Os hospitais atendem muitos casos de baixa e média complexidade, sendo que os casos de alta complexidade são encaminhados para Cuiabá”, disse ele.

O hospital público São João Batista, no município de Diamantino, chegou a suspender o atendimento aos pacientes por falta de médicos, que paralisaram as atividades devido os salários atrasados. Depois de uma reunião com o ex- secretário estadual de Saúde, Marco Aurélio Bertúlio, o governo renovou o contrato com o hospital e garantiu quitar a dívida este ano. O hospital continua atendendo os pacientes que necessitam de atendimentos ambulatórias, consultas medidas, raio X, ultrassonografias, endoscopias e cirurgias.

A unidade tinha médicos plantonistas, sendo obstetra, cirurgião, ortopedista, anestesista e ginecologista. Com a suspensão temporária do atendimento, os leitos credenciados ao Sistema Único de Saúde (SUS), chegaram a ficar vazios. Somente após o repasse dos recursos, foi retomando o atendimento á população dos dez municípios da região.