Conselhos municipais são alternativa para fomentar turismo

CST debateu a importância da integração dos municípios na divulgação e atração de turistas por mais tempo na região Foto: Ângelo Varela

A Câmara Setorial Temática (CST) sobre a implantação do Geoparque de Chapada dos Guimarães debateu a importância da integração dos municípios na divulgação e atração de turistas por mais tempo na região. Participaram da reunião realizada nesta segunda-feira (21) representantes de Chapada dos Guimarães, Nobres, Campo Verde, Rosário Oeste e do Consórcio do Vale do Rio Cuiabá.

Promovida pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a CST do Geoparque estuda meios de implantar um modelo de desenvolvimento sustentável de turismo na região. Este foi o último encontro da Câmara antes da apresentação do relatório final desta etapa e propôs a aproximação dos municípios para ações compartilhadas.

O presidente da CST, o geólogo Caiubi Kuhn, explica que, ao apresentar diferentes opções para o visitante, ele poderá ficar por mais tempo e explorar diferentes atrativos na região.

“Os municípios precisam fazer um diagnóstico sobre quais são os pontos, o que precisa ser feito para regularizar e adaptar, quando necessário, e assim trocar informações para que possam vender não apenas seus potenciais, mas também os de outros locais próximos. O turista não vem de outra região, ou de outro país, para ficar dois dias em um único local, ele busca ampliar a estadia e conhecer o máximo de lugares possíveis”, destacou.

O levantamento e integração das informações e a troca de experiência podem ser realizadas por meio da criação dos conselhos municipais de turismo, nos consórcios intermunicipais e de um fundo para promoção do turismo.

O secretário-adjunto de Gestão do Gabinete de Desenvolvimento Regional de Mato Grosso, João Eduardo Brito, explica que os conselhos passaram a ser uma exigência do Ministério do Turismo para ações como concessão de crédito e integração ao mapa nacional turístico.

“É fundamental que os municípios se organizem, implantem os conselhos e tracem o perfil dos atrativos e também dos turistas para que possam desenvolver ações voltadas para o público específico. Sem falar que o conselho não precisa apenas existir, mas ser ativo para que seja reconhecido pelo ministério”, afirma João Eduardo.

Todas as ações são deliberadas por meio de votação dos integrantes, o que evita que as políticas desenvolvidas sejam interrompidas com a troca de governantes.

O presidente do Conselho Municipal de Turismo de Chapada dos Guimarães, Fernando Almeida, explica que a entidade foi criada por meio da Lei 844/1999 e recentemente passou por uma adaptação. Além do conselho, também foi estabelecida a criação de um fundo de apoio ao turismo, que deverá ser mantido com recursos provenientes da comercialização de vouchers.

“Estamos levantando os atrativos, empresas e profissionais de Chapada para integrar a rede credenciada e que permitirá a integração da arrecadação. Para o visitante também fica certificado o serviço a ser prestado”, afirma Fernando Almeida.

O próximo encontro da CST está previsto para junho, quando deverá ser apresentado o relatório final dos trabalhos desenvolvidos para o fomento e desenvolvimento do turismo regional em Chapada dos Guimarães e região.