Conheça o passo a passo para a doação de medula óssea

Doador só é acionado quando aparecer um paciente compatível. Informações são enviadas para o Redome

Ministério da Saúde reforça campanha para incentivar doação de sangue
Governo do Tocantins

O medo do transplante e a falta de informação são os maiores obstáculos para a vida de quem está lutando a favor dela, contra a leucemia, por exemplo.

O que poucos sabem, no entanto, é que os primeiros passos são simples, fáceis e indolores. Pessoas com idade entre 18 e 55 anos, em bom estado de saúde, sem doenças infecciosas ou incapacitante, podem fazer parte do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome).

Como se cadastrar

Com um documento com foto em mãos, vá até o hemocentro mais próximo e diga que quer ser doador de medula óssea.

Após preencher uma ficha com informações pessoais e assinar um termo de consentimento livre e esclarecido, será retirada uma amostra de sangue para fazer o exame de histocompatibilidade (HLA), que identificará a característica genética do doador.

As informações genéticas, bem como os dados cadastrais, são enviadas para o registro do Redome. A partir de então, as informações passam a ser constantemente cruzadas com as de quem precisa de transplante. O voluntário recebe uma carteira de doador, com selo do Redome.

Compatibilidade

O doador só é acionado quando aparecer um paciente com a medula compatível. Por isso, é importante que alterações de telefone e endereço estejam atualizadas no cadastro do Redome. Em caso de compatibilidade, novos testes são feitos. Após os exames, se confirmada a compatibilidade, uma nova consulta é realizada ao doador para certificar se ele realmente deseja fazer a doação.

De acordo com o responsável pelos transplantes no Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF), Gustavo Bettarello, na maioria dos casos, a doação é realizada em procedimento ambulatorial, por meio da chamada coleta por aférese. “O doador vai tendo suas células retiradas sem anestesia, sem dor, sem absolutamente nada”, ressaltou.

Métodos

Neste caso, o doador faz uso de uma medicação por cinco dias para aumentar o número de células-tronco no sangue. Elas são as mais importantes para o transplante de medula óssea. Após o período, ocorre a coleta do sangue e a separação das células-tronco.

Não há necessidade de internação nem de anestesia, sendo todos os procedimentos feitos pela veia. Os doadores retornam às suas atividades habituais após uma semana da doação. A medula óssea se recompõe em apenas 15 dias.

A outra opção é feita em centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral, e requer internação de 24 horas. Neste procedimento, a medula é retirada do interior de ossos da bacia, por meio de punções, com duração de 90 minutos.

Nos primeiros três dias, pode haver desconforto localizado, de leve a moderado, amenizado com o uso de analgésicos e medidas simples.

Indicação de transplante

O transplante de medula é indicado em casos de doenças do sangue como a anemia aplástica grave, outras anemias adquiridas ou congênitas, e na maioria dos tipos de leucemias (câncer de sangue), como a mieloide aguda, mieloide crônica e a linfoide aguda. O procedimento pode ser indicado ainda para o tratamento de um conjunto de cerca de 80 doenças.

Números de transplantes no Brasil