Conheça melhor a sua intuição e saiba como desenvolvê-la

Unsplash

Às vezes nos deparamos com uma forte sensação que nos orienta em direção a algo, ou mesmo no sentido oposto – e somente depois descobrimos o porquê. Seja o alívio por termos ouvido a nós mesmos ou um ligeiro arrependimento por não termos dado atenção a essa sensação, todos nós já passamos por situações como essa em algum momento das nossas vidas.

De acordo com a revista Super Interessante, a intuição é objeto de estudo há muito tempo. Produto de uma gama incontável de conexões que o cérebro pode fazer, de forma mais abstrata, a intuição é descrita como o conhecimento que temos dentro de nós mesmos e nem sabemos que existe. Carl Jung descreve tal conhecimento de forma quase poética, ao afirmar que “cada um de nós tem a sabedoria e o conhecimento que necessita em seu próprio interior”.

Para compreender melhor o processo intuitivo, basta entender o sistema nervoso central, uma chave importante em diversos enigmas que nos rodeiam, por diversos motivos. O cérebro é capaz de armazenar memórias e experiências passadas, que vêm a formar o conhecimento e o poder de fazer previsões com base naquilo que já foi vivido. Essa função é chamada de “estrutura de processamento preditivo”, de acordo com uma matéria publicada pela BBC Brasil.

O modelo cognitivo praticado pelo cérebro é uma ferramenta poderosa de tomada de decisão. É claro que, em casos que não demandam uma ação imediata (como desviar de um buraco na estrada), a intuição deve ser aliada a um mínimo de conhecimento e informação para uma tomada de decisão coerente. Afinal de contas, tomar decisões complexas baseadas tão somente na sua intuição pode trazer resultados diversos do esperado.

Unsplash

Entretanto, há casos em que a intuição é sua única ferramenta de decisão – o que pode tornar as coisas muito interessantes e divertidas. É o caso da proposta de jogos em que as pessoas contam apenas com a sorte, ou seja, intuem um resultado e torcem para que estejam certas. Mesmo quando o jogo possibilite que se analise informações antes de fazer apostas, a intuição é a ferramenta principal em grande parte das vezes.

Se engana, no entanto, quem concede à intuição o instituto de dom. Trata-se de uma habilidade que pode ser aprimorada com o uso de técnicas com respaldo científico.

O cérebro nada mais é do que um órgão que pode ser programado para atender a uma expectativa. O site Administradores elenca técnicas para desenvolver a intuição que auxiliam quem quer fazer dessa habilidade uma ferramenta de trabalho que abre portas e revela oportunidades que nem sempre são visíveis.

Parece óbvio, mas um exercício que pode intensificar a sua capacidade intuitiva é ouvir a si mesmo e perceber o seu corpo e suas sensações. É uma prática de autoconhecimento que irá desenrolar percepções e insights, podendo surpreender ao indicar resultados certeiros. Sendo o cérebro o sistema central e processador de todas as informações que recebemos por meio dos cinco sentidos, sua capacidade de computação desses dados traz a amplitude de possíveis respostas a um problema ou situação.

Não se trata de fazer previsões aleatórias a respeito de si mesmo, mas de ouvir uma comunicação silenciosa que demonstra conexões entre os possíveis meios e fins. Estar atento às entrelinhas pode ser de grande ajuda, tanto em decisões simples quanto decisões complexas, uma vez que a informação e o conhecimento nem sempre são da forma que esperamos ser.