Concessionária entrega segunda etapa de duplicação, que já soma 55 km no sul de MT

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A Concessionária Rota do Oeste concluiu a 2ª etapa da obra de duplicação da rodovia BR-163 e completou 55 km de novas pistas no sul do Estado de Mato Grosso. Nesta quarta-feira (29) a Agência Nacional de Infraestrutura de Transportes (ANTT) aprovou as obras de duplicação referentes a 32,4 quilômetros de rodovia executada entre Rondonópolis e a divisa com Mato Grosso do Sul. Em visita in loco foram avaliados itens como qualidade do pavimento e condições de trafegabilidade. Na última semana já haviam sido liberados para o tráfego dois dispositivos de acesso, um ao aeroporto de Rondonópolis e outro à MT-471.

Com a finalização da nova pista, a empresa dá início imediatamente ao processo de recuperação e adequação da pista antiga para que as duas tenham a mesma qualidade, garantindo mais segurança e trafegabilidade aos usuários. Este trabalho poderia ser feito após a conclusão de toda a duplicação, e o tráfego seria liberado mais rápido nas duas vias, mas não estaria de acordo com o padrão de qualidade da Rota do Oeste.

Somado aos 22,5 quilômetros, entre Rondonópolis e o terminal de Cargas da ALL, entregues ainda em abril deste ano, já são 54,9 km de obras executadas. O total supera o mínimo de 10% exigido pela Agência para que se inicie a arrecadação de pedágio. A Concessionária aguarda agora a determinação da ANTT autorizando oficialmente a cobrança, o que deve acontecer em breve. Até 2019, a Rota do Oeste irá duplicar cerca de 450 km de rodovia sob sua responsabilidade, entre a divisa com o Mato Grosso do Sul e Rondonópolis; a Rodovia dos Imigrantes (BR-070) e do trevo do Posto Gil, em Diamantino, até Sinop, onde termina a concessão.

A conclusão da duplicação de 10% do trecho é a terceira e última obrigação contratual cumprida pela Concessionária para iniciar a cobrança de pedágio na BR-163. Antes disso, a Rota do Oeste já havia concluído duas outras metas contratuais: a recuperação emergencial de todo o pavimento existente na rodovia e a implantação do Sistema de Atendimento ao Usuário (SAU). O próximo passo, de acordo com o diretor geral da Concessionária, Paulo Meira Lins, é aguardar a autorização da ANTT para a abertura das praças. “A previsão é que isso aconteça em agosto. Temos seguido à risca todas as nossas obrigações para entregar um serviço de qualidade aos usuários da BR-163”.

Para garantir maior durabilidade do pavimento, a Construtora Norberto Odebrecht, parceira na transformação da rodovia, utiliza Concreto Betuminoso Usinado à Quente (CBUQ) na pavimentação asfáltica, o mais recomendado para rodovias de tráfego pesado. O material é aplicado em duas camadas e terá 10 centímetros de espessura, com uma durabilidade de cerca de dez anos.

Além da duplicação, na semana passada foi liberado o tráfego de veículos em dois dispositivos de acesso nos quilômetros 102, que dá acesso à MT-471 e 107 da BR-163, na entrada para o Aeroporto de Rondonópolis. Apenas neste trecho são 17 dispositivos de acesso e obras de arte especiais em implantação.

Para Paulo Meira Lins, diretor-geral da Rota do Oeste, a conclusão dos 54 quilômetros de duplicação concretiza o compromisso da Concessionária com a transformação da rodovia. “É mais um passo cumprido. A previsão é que, até o primeiro trimestre de 2016 todos os 120 quilômetros até a divisa com o Mato Grosso do Sul estejam prontos. A partir disso, seguiremos para o trecho norte, mobilizando todas as equipes que atuarão na duplicação entre o Posto Gil, em Diamantino, até Sinop”.

Arrecadação

A Rota do Oeste agora aguarda autorização da ANTT para dar início ao funcionamento das praças de pedágio distribuídas ao longo da BR-163. Inicialmente serão oito, das nove unidades, em funcionamento nas regiões de Itiquira, Rondonópolis, Campo Verde, Santo Antonio do Leverger, Jangada, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde e Sorriso. As tarifas ainda serão definidas pela ANTT e divulgadas juntamente com a autorização para o início da atividade nas praças.

O valor estipulado no início da concessão, em 2013, será reajustado de acordo com as variações inflacionárias e também com a adesão de outros serviços e obrigações que não estavam previstos no contrato inicialmente. Paulo Lins afirma que o pedágio é fundamental para a continuidade das melhorias na BR-163. “É desta maneira que a empresa poderá investir na estruturação da mais importante roda de escoamento da produção do país, dando mais segurança e conforto aos usuários que trafegam pela BR-163”, conclui.