Comerciante de Cuiabá escapa da morte no Beach Park

Comerciante de Cuiabá escapa da morte no Beach Park
Reprodução

Para a viúva do radialista Ricardo José Hilário Silva, morto ao cair em um brinquedo do Beach Park, a tragédia não foi uma fatalidade.

De acordo com ela “foi uma irresponsabilidade, uma falta de insegurança”, disse Luciane Cristina da Silva.

Ao Fantástico, programa da Rede Globo, ela contou que ela o marido e a filha esperavam juntos para descer na atração Vainkará.

No entanto, Ricardo se separou delas porque foi convidado para ocupar o lugar que faltava no grupo que iria à frente.

Segundo ela, ninguém perguntou sobre o peso dos participantes.

Nenhuma boia poderia ultrapassar os 320 quilogramas somando o peso dos quatro ocupantes.

O G1 apurou que, na boia de Ricardo, esse valor havia sido ultrapassado.

Ricardo morreu na hora, de traumatismo craniano associado a trauma na coluna.

Ele foi enterrado na quarta-feira (18) em Sorocaba (SP), cidade onde morava.

Cuiabano escapa da morte

Tarcísio Pontes, comerciante de Cuiabá, que descia junto com Ricardo, contou que a boia virou em uma das rampas do escorregador.

O radialista bateu a cabeça no começo de um túnel do brinquedo, disseram os relatos.

“Eu percebi que o Ricardo tinha desmaiado, que ele não estava consciente. Peguei ele e o coloquei no meu peito, e aí veio uma onda mais forte, levando a gente até a piscina”, relatou.

Resposta do Beach Park

Em nota, o Beach Park disse que “as autoridades e as perícias vão esclarecer se a boia foi utilizada conforme limite de segurança.

Além disso, a empresa assegurou que foram feitos cem testes oficiais antes da liberação do brinquedo.

O Beach Park também afirmou que “segue os protocolos de segurança e as recomendações do fabricante”, e que “seus funcionários avaliam a altura e o peso dos usuários”.

O parque mantém sinalizações indicativas no acesso aos brinquedos.