Combate ao Aedes começa na escola, diz ministro da Educação

seduc proporciona pedagogia diferenciada a estudantes estrangeiros

A conscientização da população sobre o combate ao mosquito Aedes aegypti começa na sala de aula. Essa é a estratégia do Dia Nacional de Mobilização da Educação Contra o Zika, que acontece nesta sexta-feira (19) em vários municípios brasileiros. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, detalhou a ação nesta quinta (18) no programa Bom Dia, Ministro. Segundo ele, para vencer o zika é preciso fazer o estudante levar a causa para dentro da própria casa.

“A escola é o espaço, talvez o mais importante, que a gente tenha no Brasil para fazer esse combate permanente. Nós somos 60 milhões de estudantes no Brasil, professores e servidores. Através da sala de aula, a gente pode manter informada a juventude, as crianças e ela levará para dentro de casa uma nova atitude”, afirmou o ministro.

Valendo-se do período de volta às aulas, o dia será dedicado à mobilização de estudantes, professores, servidores técnicos e pais de todos os estabelecimentos de ensino do país, incluindo as 188.673 escolas de educação básica, as 63 universidades federais e os 40 institutos federais e Centros Federais de Educação Tecnológica.

A expectativa é usar o alcance da rede de educação, em todos os níveis para disseminar informações sobre as formas de extermínio do mosquito e identificação da doença.

A iniciativa integra os esforços do governo federal na promoção de ações de orientação à população para o combate aos criadouros do mosquito transmissor da dengue, da febre chikungunya e do zika vírus e conta com o apoio das secretarias estaduais e municipais de educação, além das Forças Armadas. A exemplo do que aconteceu no Dia Nacional de Mobilização Zika Zero, todos os ministros estarão participando da mobilização, desta vez em escolas públicas pelo País. Mercadante, por exemplo, estará em Fortaleza (CE).

Ele ressaltou a necessidade de que todos se habituem a reservar pelo menos 15 minutos por semana para não deixar “nada de água parada em casa”. “Olhar vaso, olhar pneu, olhar calha, olhar caixa d’água, fiscalizar. E quando houver algum indício fora de casa, um terreno baldio, um vizinho irresponsável, avisar a vigilância sanitária, para que a gente possa de fato erradicar o mosquito. As crianças têm o trabalho de educar os pais às vezes. É isso que nós queremos que elas façam isso e que os nossos jovens assumam essa responsabilidade”, disse.