Circuito de melhoramento genético na pecuária ocorre em Cuiabá dia 30

Estão abertas as inscrições para a quarta etapa do Circuito 100% PMGZ – Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos -, que será realizada no próximo dia 30 de março, em Cuiabá (MT). Promovido pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), o evento terá início às 13h30, na Fundação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato).

Serão abordados temas como produção e pesquisa científica para o melhoramento genético bovino, além do aumento da produtividade e a sustentabilidade na pecuária. As inscrições para o evento são gratuitas e podem ser feitas no site da ABCZ.
O aumento de produtividade é o foco principal nos trabalhos de melhoramento genético, diz o presidente da ABCZ, Luiz Claudio Paranhos. Segundo ele, as taxas atuais de lotação das fazendas destinadas à pecuária no Brasil, que beiram 0,9 unidade animal/hectare, podem ser multiplicadas em várias vezes a partir do desenvolvimento da genética bovina e a gestão sustentável das propriedades rurais.

“Mato Grosso é um dos principais e mais avançados centros da pecuária nacional. Tenho a certeza de que, com a realização da etapa em Cuiabá, trabalharemos para disseminar o melhoramento genético e as práticas sustentáveis em larga escala”, afirma Paranhos.

Em 2015, a ABCZ promoverá etapas do circuito em São Paulo (SP), Brasília (DF), Salvador (BA), Uberaba (MG), Vitória (ES) e Palmas (TO).

Sobre o programa

O Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos (PMGZ) auxilia os criadores no processo de seleção da fazenda, identificando os bovinos mais precoces, férteis, de melhores índices de ganho de peso ou de produção leiteira. Além de agregar valor ao rebanho, tem a vantagem de diminuir o custo de produção por unidade de produto e melhorar a relação custo/benefício. Disponibiliza ao mercado informações genéticas consistentes que atestam as performances dos rebanhos inscritos em suas provas zootécnicas.

Completando 21 anos em 2014, o PMGZ conta com uma base de dados que começou a ser construída em 1968. Desde então, foram estudados 1,8 mil rebanhos. Hoje o programa é constituído por 280 mil matrizes ativas e tem a entrada de mais de 230 mil novos animais por ano. Em volume, já deixou para trás a marca dos 9 milhões de indivíduos avaliados – o maior banco de dados de raças zebuínas do mundo.