Cientistas de Harvard reproduzem resistência bacteriana em laboratório

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Cientistas da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, apresentaram um modelo a partir do qual é possível observar a resistência das bactérias aos antibióticos desenvolvidos para detê-las ou eliminá-las.

Para seu experimento, publicado nesta sexta-feira (9) na revista "Science", os pesquisadores criaram uma placa de Petri retangular gigante, de 1,22 m de comprimento por 61 cm de largura com nove compartimentos horizontais.

Placa de Petri é aquele recipiente achatado de vidro, que geralmente tem poucos centímetros de diâmetro, usado em laboratórios para cultivo de microorganismos.

Nos compartimentos dos dois extremos do objeto, os cientistas de Harvard não introduziram remédio algum, enquanto nos imediatamente contíguos puseram uma dose de trimetoprima, nos seguintes uma quantidade 10 vezes maior desse antibiótico, nos outros 100 vezes e no central mil vezes maior do que a primeira.

Os cientistas introduziram então a bactériaEscherichia coli, também conhecida comoE. colinos extremos e durante os dez dias seguintes comprovaram como foi avançando até chegar ao compartimento central e mutar para superbactéria.

Em suas conclusões, os cientistas mostraram como as primeiras bactérias com baixa resistência aos antibióticos "deram lugar a mutantes de resistência moderada que finalmente geraram cepas altamente resistentes e capazes de se defender das mais altas doses de antibióticos".

"A cada nível de concentração, um pequeno grupo se adaptava e sobrevivia", acrescentou o estudo, ao constatar que as descendentes das bactérias mutantes "migravam às zonas de maior concentração do antibiótico".

A placa de Petri permitiu "reconhecer conceitos com os quais pensava-se em abstrato", apontou a pesquisadora Tami Lieberman, que participou do experimento que qualificou como "uma demonstração impressionante da rapidez de como as bactérias evoluem".