Chefe militar do Hezbollah morre em ataque aéreo israelense

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Um dos principais chefes militares do Hezbollah, Mustafah Badreddine, morreu na última terça-feira (10) em um ataque aéreo das forças de Israel na fronteira sírio-libanesa, informou o grupo xiita libanês em comunicado nesta sexta (13).

O grupo, que é inimigo declarado de Israel, é considerado uma "organização terrorista" pelo governo dos Estados Unidos.

Badreddine comandava a organização na Síria, onde a guerra entre as tropas de Damasco, rebeldes e jihadistas já dura mais de cinco anos, segundo a France Presse. Ele participou da maior parte das "operações da resistência islâmica desde 1982", segundo a nota do Hezbollah, divulgada pela agência EFE.

"Há alguns poucos meses disse: 'não vou voltar da Síria, a não ser como mártir, ou com a bandeira da vitória'. Este é o comandante Mustafah Badreddine, que hoje voltou como mártir", informou o Hezbollah em uma nota divulgada por seu canal de TV Al-Manar.

Ele substituiu no cargo de comandante militar Imad Moughniyeh, assassinado em 2008 em Damasco. O Hezbollah atribuiu o assassinato a Israel, que negou qualquer envolvimento.

O Tribunal Especial para o Líbano (TEL), criado em 2007 por decisão do Conselho de Segurança da ONU, considerou Badredine e Salim Jamil Ayash como os autores intelectuais e executores do plano para assassinar ao ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri, que morreu na explosão de um carro-bomba em Beirute, em 2005.

O grupo xiita se recusou a entregar os quatro acusados do assassinato do ex-premiê: Salim Jamil Ayash, Mustafah Amine Badredine, Hussein Hassan Oneisi e Assad Hassan Sabra.