Batalhão da Força Aérea embarca para o Haiti neste sábado

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O Batalhão de Infantaria da Aeronáutica Especial de Recife (Binfae-RF) envia, neste sábado (3), um efetivo de 26 militares a Porto Príncipe, capital haitiana. Todos participam da Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah).

O pelotão da Força Aérea Brasileira (FAB) desempenha, entre outras atividades, patrulhamento nas ruas, escolta de comboios e autoridades, e check-point.Para a missão, a equipe passou por nivelamento de conhecimento e simulações de situações reais que podem enfrentar no país caribenho.

“O treinamento foi muito positivo e agregou grande experiência doutrinária e tática ao nosso efetivo”, afirma o Tenente de Infantaria Vinícius Duarte da Silva Fonseca, Comandante do Pelotão da Força Aérea.

A trajetória da Infantaria da FAB no Haiti iniciou-se em fevereiro de 2011, quando 27 militares do Binfae foram ao país pela primeira vez. Ao todo, cerca de 250 militares de oito pelotões da FAB se revezaram até agora na missão de paz.

Pré-requisitos

A primeira condição para integrar a Minustah é o voluntarismo. Depois, os militares passam por uma bateria de testes, incluindo avaliação física, psicotécnico e inspeção de saúde.

A partir da definição da equipe, inicia-se um processo de nivelamento de conhecimento junto ao Exército Brasileiro.

O treinamento conjunto visa à troca de informações na parte operacional, com instruções sobre regras de engajamento, garantia da lei e da ordem, tiro e patrulhas. Os oficiais também frequentam cursos no Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCopab), localizado no Rio de Janeiro.

“Essa missão desperta muita motivação na tropa, pois é a oportunidade para os profissionais colocarem em prática o aprendizado adquirido ao longo da carreira”, ressalta o comandante do Binfae-RF, Major de Infantaria João Francisco da Silva Júnior.

Fazendo história

A Sargento Vanessa Eher Caetano faz história. Ela é a primeira mulher da Força Aérea Brasileira a integrar tropa em missão de paz da ONU. Na FAB, mulheres já tinham participado de missões de paz em funções de apoio, mas nunca na tropa em si.

Segundo Vanessa, essa é uma grande responsabilidade. “Estou feliz de representar o quadro feminino e poder abrir portas para que, cada vez mais, mulheres possam desempenhar todos os tipos de função na FAB”, declara.