Barranco propõe programa de amparo e cuidados à mulher alcoolista

Objetivo é recuperação em definitivo com assistência médica, social e psicológica

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Tramita na Assembleia Legislativa projeto de lei que institui o Programa de Amparo e Cuidados à Mulher Alcoólatra. A propositura é iniciativa do deputado Valdir Barranco (PT) e tem por objetivo oferecer assistência médica, social e psicológica à mulher objetivando recuperá-la, em definitivo, da prática do alcoolismo; mantendo confidencialidade em relação aos dados pessoais de cada uma das mulheres assistidas.

“O projeto prevê campanhas de conscientização periódicas a serem veiculadas nas mídias impressas e eletrônicas, informando sobre o programa e alertando as mulheres para se prevenirem em relação à prática do alcoolismo”, afirmou Barranco.

Consta no projeto que o Programa de Amparo e Cuidados à Mulher Alcoólatra será oferecido, dentro de cada município, em diferentes unidades básicas de saúde, para facilitar a participação social.

Resultados divulgados pela Organização Pan-Americana de Saúde mostram o aumento no consumo mais pesado de álcool entre as mulheres. Esse aumento é, em números proporcionais, maior entre elas do que em relação aos homens. Enquanto o número de homens que bebem de 4 a 5 doses, pelo menos uma vez por mês, dobrou no continente americano, no intervalo de 2005 a 2010, a taxa triplicou entre as mulheres. O aumento entre os homens foi de 18% para 29%, já entre elas foi de 4,5% para 13%.

O deputado citou ainda a recente pesquisa da Universidade Federal de São Paulo quando observou-se ainda que, no caso das mulheres, beber em excesso, triplica a possibilidade de sofrer abuso sexual, pois o álcool, consumido de forma abusiva, expõe a mulher a riscos diferentes do homem, haja vista sua aparente fragilidade e vulnerabilidade quando sob efeito de bebidas alcoólicas.

Outro fator importante lembrado pelo parlamentar está direcionado para o consumo de álcool per capita no Brasil. Os dados divulgados chegaram à marca de 8,9 litros em 2016 e superou a média internacional, de 6,4 litros por pessoa. Com isso, o país figura na 49ª posição do ranking entre os 193 avaliados. Os dados foram divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).