Após 3 quedas, dólar sobe e fecha a R$ 3,23 com intervenção do BC

diário oficial da união publica decreto com o novo salário mínimo de r$ 937

O dólar fechou em alta nesta sexta-feira (1º), após ter chegado a cair pela manhã. O dia foi marcado pela volta da interferência do Banco Central no câmbio após mais de um mês sem atuação.

A moeda subiu 0,60%, a R$ 3,2328 na venda.

Acompanhe a cotação ao longo do dia:

Às 9h09, alta de 0,35%, a R$ 3,2244
Às 9h29, alta de 0,14%, a R$ 3,2177
Às 9h49, queda de 0,04%, a R$ 3,2119
Às 10h, queda de 0,32%, a R$ 3,2029
Às 10h49, queda de 0,2%, a R$ 3,207
Às 10h59, alta de 0,17%, a R$ 3,2188
Às 11h30, alta de 0,46%, a R$ 3,2280
Às 11h49, alta de 0,64%, a R$ 3,2340
Às 12h20, alta de 0,95%, a R$ 3,2434
Às 12h50, alta de 0,86%, a R$ 3,2411
Às 13h20, alta de 0,68%, a R$ 3,2352
Às 13h50, alta de 0,47%, a R$ 3,2286
Às 14h29, alta de 0,48%, a R$ 3,2290
Às 15h09, alta de 0,21%, a R$ 3,2202
Às 15h39, alta de 0,18%, a R$ 3,219
Às 16h30, alta de 0,62%, a R$ 3,2334

Na semana, o dólar acumulou alta de 4,34%. No ano, a moeda dos EUA tem desvalorização de 18,11%.

A intervenção do BC veio um dia após o dólar encostar em R$ 3,20 pela primeira vez em quase um ano na sessão passada.

Banco Central voltou a interver

O BC anunciou leilão de até 10 mil swaps reversos, que equivalem a compra futura de dólares – movimento que tende a elevar a taxa de câmbio. Toda a oferta foi vendida. Foi a primeira operação desse tipo em mais de um mês e também a primeira desde a chegadade Ilan Goldfajn à presidência do BC.

O BC não fazia leilão de swap reverso desde 18 de maio, segundo a Reuters, o que gerou entre investidores a percepção de que Ilan estaria mais disposto a tolerar cotações mais baixas do que seu antecessor, Alexandre Tombini.

A operação da sessão equivaleu a compra futura de US$ 500 milhões, segundo a Reuters. Com isso, o estoque de swaps tradicionais do BC, que correspondem à venda futura de dólares, cai para o equivalente a cerca de US$ 61,6 bilhões. O estoque girou acima de US$ 100 bilhões ao longo de quase todo o ano passado.

Mercado vê ação discreta

Em entrevista ao G1, o economista e diretor da NGO Sidnei Moura Nehme disse que a ação do BC foi reduzida. "O BC resolveu sair da toca, mas saiu muito discretamente", afirmou.

"Um leilão de swap reverso tem um efeito de compra no mercado e, a rigor, esse tipo de operação impacta elevando a taxa de câmbio. Só que o BC tem um estoque muito grande e está fazendo um valor muito pequeno, acho que mais para dar uma satisfação do que para intervir e mudar a taxa de câmbio", diz Nehme.

À Reuters, operadores disseram que a oferta pequena de contratos levou ao entendimento de que o BC quer apenas moderar o ritmo do recuo da divisa, e não defender algum patamar específico.

"É uma oferta pequena, mas sinaliza que esse dólar em uma só direção incomoda. Acho que o recado do BC é: estou de olho, repensem um pouco esse movimento", disse à agência o operador da corretora Renascença Thiago Castellan Castro.

Ilan Goldfajn, novo presidente do BC, já afirmou que o banco pode usar as ferramentas cambiais "com parcimônia" e reduzir a exposição cambial do BC em momentos considerados adequados.

Segundo a Reuters, nos mercados internacionais o dólar recuava em relação às principais moedas da América Latina ao fim de uma semana marcada por fortes altos e baixos. As preocupações com a opção do Reino Unido por deixar a União Europeia cederam lugar para expectativas de estímulos monetários no resto do mundo para evitar turbulências financeiras.

Os mercados norte-americanos não abrirão na segunda-feira devido ao feriado do Dia da Independência.

Queda de 18% no 1º semestre

A moeda norte-americana vem caindo sobre o real e terminou o primeiro semestre de 2016 em queda de mais de 18%. Segundo Sidnei Moura Nehme, "o dólar não tem razões para estar no preço em que está". "O Brasil não melhorou tanto a esse ponto e não diminuiu seus riscos. Além disso, o fluxo cambial está negativo. O dólar está sendo reduzido a esse preço pelo mercado, pelos 'players' interessados."

"Eu tenho a impressão de que o preço correto para o dólar neste momento é entre R$ 3,60 e R$ 3,70", afirmou Nehme ao G1.

Último fechamento

Na véspera, o dólar fechou a R$ 3,2133, renovando mínimas em quase 1 ano e acumulando no mês de junho um recuo de mais de 11%, a maior desvalorização mensal em 13 anos.

No mês de junho, o dólar recuou 11,05% frente ao real, o maior recuo mensal desde abril de 2003, segundo a Reuters.

No 1º semestre e no acumulado do ano, o dólar tem desvalorização de 18,61%.