Alunos de Nova Brasilândia apresentam demandas a Max Russi

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A edição do programa Por Dentro do Parlamento, da Assembleia Legislativa, teve uma participação especial nesta quarta-feira (23). Mais do que apenas alunos e professores, quem visitou a sede do legislativo estadual e o gabinete do deputado Max Russi (PSB), já trazendo algumas demandas, foram prefeito, vice-prefeito e vereadores da Escola Estadual Padre José Maria do Sacramento, de Nova Brasilândia.

Os gestores e parlamentares escolares foram eleitos de forma democrática no dia 29 de setembro, em simulado eleitoral, com todos os trâmites de uma eleição comum, desde filiação partidária, coligações, propostas de campanha e tudo que candidatos e eleitores têm direito.

O prefeito eleito pela Coligação Unidos pelo Desenvolvimento (UPD), Gustavo Araújo da Silva, do 2º ano do ensino médio, apresentou ao deputado um problema que a escola enfrenta desde a fundação, na década de 70, quando Nova Brasilândia era distrito de Chapada dos Guimarães.

“A maior necessidade da nossa escola é a escrituração, ou seja, regularização fundiária. Nós montamos todo o processo e a escola só possui um documento desde 1977, que é o de doação. Por isso, nós trouxemos esse documento, na expectativa de que o deputado Max abrace esse problema e que regularize a escritura da nossa escola, para que assim possamos receber recursos através de convênios estaduais e reformar a unidade”, declarou Gustavo.

O parlamentar elogiou a iniciativa da escola e se comprometeu a tomar todas as medidas possíveis para tentar atender a demanda e articulou uma reunião com o secretário interino de Educação do Estado, Luciano Bernart, que recebeu a comitiva em seu gabinete.

“O primeiro passo foi levar essas demandas ao secretário de educação. Sabemos que, para ser contemplada com reformas e benfeitoras com recursos proveniente de convênios públicos, é necessário que a documentação da unidade esteja regularizada, por isso vamos acionar também o Intermat, para se tome as medidas cabíveis”, declarou Max.

O secretário Luciano Bernart complementou a fala do parlamentar, acrescentando que algumas medidas emergenciais poderão ser tomadas pela Seduc.

“O primeiro encaminhamento será levantar quais melhorias podem ser feitas, independente da regularização fundiária, como a questão da rede elétrica. Concomitantemente, pretendemos fazer essa regularização para que, assim que possível, nós possamos melhorar a condição da estrutura escolar para que os alunos possam ter as aulas normalmente”, enfatizou Bernart.

A coordenadora pedagógica da escola, Edlaine Silva Ferreira, pontuou as necessidades mais graves da escola, mas, principalmente, agradeceu ao deputado Max pela forma com que as encaminhou. “Foi uma surpresa porque a princípio íamos apenas visitar a Assembleia, através do programa Por Dentro do Parlamento, e acabamos indo muito além. A receptividade do deputado Max e o interesse dele em nos ajudar, a reunião com o secretário de educação, tudo isso, com certeza, dá esperança de que estamos, enfim, sendo abraçados pelo poder público”.

Também integraram a comitiva os professores Verônica de Souza, Marcos Aurélio Liberalli, Estelita Marques, Valdirene Pereira e Jessikaren Paula e o vice-prefeito eleito de Nova Brasilândia, Vanilson Barroso.

REALIDADE DA ESCOLA – A Escola Estadual Padre José Maria do Sacramento atende 427 alunos do 9º ano e 3º ano do ensino médio. A unidade possui 13 salas, sendo 03 no Distrito de Peresópolis.

Fundada na década de 70, o terreno onde encontra-se a escola situava-se no município de Chapada dos Guimarães, da qual Nova Brasilândia era distrito. Sendo uma propriedade particular, foi doada pelo então proprietário ao governo do estado, mas nunca foi regularizada.

Assim, a escola nunca passou por reforma, e algumas adequações foram feitas pelo próprios professores ou colaboradores, como uso de restos de materiais de outras obras, como telhas e portas.

A rede elétrica possui cerca de 40 anos e as gambiarras oferecem riscos aos alunos. Os estudantes também enfrentam dificuldades com a falta de acessibilidade nos banheiros, pisos com rachaduras e em alguns pontos das salas de aula nem tem mais piso. Também não há refeitório. Os professores não dispõem de quadro para escrita com pincel atômico e alguns apresentam problemas de saúde pelo uso do giz. A quadra de esportes não é coberta e o solo está todo danificado.

Com a falta da regularização fundiária, a unidade não possui certidão para obter recursos públicos. A escola já tem liberadas verbas desde 2010 para aquisição de condicionadores de ar, mas não comprou, já que a rede elétrica não sustenta a instalação dos aparelhos. A unidade também foi beneficiada com emendas para reforma e cobertura da quadra esportiva, mas, pela falta de certidão, não puderam usufruir do benefício.