Alunos de escola plena aprendem matemática praticando gastronomia

Os alunos se esforçam no preparo dos pratos - Foto por: Divulgação

Dois professores de matemática da Escola Estadual Plena Pedro Bianchini, localizada em Marcelândia (710 km ao norte de Cuiabá), desenvolveram um projeto para ensinar a matemática e seus fundamentos socioculturais por meio da culinária.

O programa de TV “Master Chef” inspirou os professores Solimar Barros Ramires e Edivan Vieira de Lima no ensino da etnomatemática – as diferentes formas de matemática que são próprias de grupos culturais.

Segundo os professores, o projeto ensina matemática financeira, cálculos de proporções e fichamento técnico, pois os alunos são responsáveis pelo levantamento de preço da matéria prima e a quantidade de produtos para a elaboração do prato do dia. Além disso, eles ainda aprendem técnicas artísticas para montar os pratos, que são avaliados por uma banca de jurados que analisam desde o sabor até a apresentação.

Solimar e Edivan explicam que a ideia surgiu para contemplar a disciplina eletiva “gastromática” (aprender etnomatemática com gastronomia). Após avaliações diagnósticas, os professores passaram a se preocupar com algumas habilidades ainda não dominadas pelos alunos.

“Os alunos abraçaram a ideia formando uma turma de 25 protagonistas, que receberam regras de etiqueta a mesa, regras de comportamento e responsabilidade coletiva no ambiente de trabalho, além de fundamentos étnicos das regiões brasileiras dos quais se desenvolveriam a produção dos pratos”, destacam os professores.

Para os alunos, aprender matemática na cozinha é uma ideia inovadora e aprovada por todas. É o caso do aluno Jeane Elisa Moura Neri que classificam as aulas como dinâmicas e relacionam conteúdo com a prática da cozinha experimental.

“São aulas legais, muito boas. Os professores trabalham com conhecimento básico, pois trabalham com frações, unidades de medida entre outros. A aula está aprovada”, afirma a aluna Tamires Cordeiro da Costa.

O estudante Gean Justo tem o mesmo entendimento, pois a disciplina de gastromática o incentiva a estudar matemática de forma diferente. “O bom é que relaciona os conteúdos com propostas na cozinha. Muito bom mesmo”, afirma.