Agricultores familiares são beneficiados com perfuração de tanques




A equipe da Secretaria Municipal de Agricultura e Pecuária segue com o trabalho de perfuração de tanques para a piscicultura em propriedades rurais na Rodovia do Peixe. Serão abertos 11 novos tanques para agricultores familiares da região. Depois de concluído o trabalho, a equipe vai para o Assentamento Carimã, onde serão perfurados outros seis tanques. De 2013 para cá, aproximadamente 350 tanques foram abertos pela Secretaria em propriedades rurais do município.

A ideia do secretário Municipal de Agricultura e Pecuária, Renato Mendes Vieira, é garantir a possibilidade de uma renda alternativa para os pequenos produtores rurais de Rondonópolis. “A agricultura familiar precisa ser fortalecida com alternativa de renda e é isso que buscamos com a piscicultura”, explica.

A Pasta ainda fornece assistência técnica aos pequenos agricultores que investiram na piscicultura com a disponibilização de um técnico e um engenheiro agrícola que fazem visitas periódicas às propriedades. Lá, eles fazem levantamento das dificuldades enfrentadas pelos agricultores e apresentam as alternativas para a produção.

A tentativa é fazer com que a piscicultura se consolide como uma renda a mais aos pequenos produtores rurais e para que dê certo, a assistência técnica deve ser constante. “Os técnicos e engenheiros agrícolas atuam para que soluções sejam encontradas e garantam a produção dos pequenos agricultores”, acrescenta o secretário.

O resultado já vem aparecendo. O peixe produzido nas pequenas propriedades rurais de Rondonópolis está nas feiras locais, nos supermercados, ou ainda é vendido diretamente pelos produtores em seus domicílios.

A produtora rural Elisângela Roberti do Prado teve um tanque perfurado em sua propriedade na Rodovia do Peixe pela Secretaria e já retirou três remessas de peixes, que vendeu para um pesque e pague e para um sitiante vizinho. Para ela, está sendo uma experiência gratificante, apesar das dificuldades enfrentadas no início do processo de criação dos peixes, das espécies tambacu e tambatinga.

“Comprei inicialmente 2.300 alevinos, porém pelo fato de não entender direito da forma de alimentá-los, eles não estavam crescendo de maneira adequada. Foramcinco meses de dificuldades, período que sempre pude contar com o secretário. Depois fui aprendendo e os peixes começaram a crescer”, conta Elisângela.

Agora a intenção da mais nova piscicultora é aumentar a criação de peixes com mais um tanque menor. Para isso, ela espera contar novamente com o apoio da Secretaria Municipal de Agricultura e Pecuária. “Como a experiência tem sido ótima, pretendo expandir os negócios”, diz.